Correio do Povo | Notícias | Déficit na segurança do Rio é de R$ 3,1 bilhões, diz interventor a deputados

Porto Alegre

24ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 19/03/2018
  • 17:35
  • Atualização: 17:44

Déficit na segurança do Rio é de R$ 3,1 bilhões, diz interventor a deputados

Dados foram repassados a 24 parlamentares que acompanham a intervenção

Dados foram repassados a 24 parlamentares que acompanham a intervenção | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

Dados foram repassados a 24 parlamentares que acompanham a intervenção | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

  • Comentários
  • AE

O interventor da segurança no Rio, general Braga Netto, informou que há um déficit de R$ 3,1 bilhões na área de Segurança no Estado. O setor teria dívidas de R$ 1,6 bilhão em gastos feitos em anos anteriores, ainda à espera de pagamento, e cerca de R$ 1, 5 bilhão em ações previstas deste ano. Os dados do general foram repassados a 24 parlamentares, entre eles deputados federais que integram a comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a execução da intervenção. O grupo se reuniu com o general, nesta segunda-feira, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Rio.

O deputado Hugo Leal (PSB/RJ), coordenador da comissão, disse que só o passivo na área de pessoal na Polícia Militar está em torno de R$ 700 milhões. "Esse é um assunto que cabe a nós, como legisladores federais, a discussão, a pressão, por parte do governo federal para que se possa disponibilizar recursos necessários à intervenção e investimentos", disse. O deputado federal Alessandro Molon (PSB), que também integra o grupo, disse que ficou "muito impressionado com ausência total de recursos para a realização da intervenção". Neste domingo, 18, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou que o governo federal abriria um crédito extraordinário para a área da segurança pública do Rio de cerca de R$ 1 bilhão.

O aporte financeiro federal para execução das ações da intervenção no Estado deverá chegar mais de um mês após o decreto, de 16 de fevereiro. "O interventor deixou claro que a necessidade para este ano é pagar os atrasados e, para fazer frente às necessidades até o final do ano, o gasto é da ordem de R$ 3 bilhões, o que faz com que esse anúncio de R$ 1 bilhão feito pelo governo seja totalmente insuficiente. Isso prova que se trata de uma iniciativa improvisada pelo governo federal e que está obrigando oficiais das Forças Armadas a se desdobrarem em medidas necessárias para tentar alcançar o bom êxito", disse Molon. Depois do encontro, Braga Netto se reuniu com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), para buscar saídas para a liberação de recursos para a segurança.