Correio do Povo | Notícias | Dyogo diz que BNDES buscará parceiros corretos, com transparência

Porto Alegre

26ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

  • 09/04/2018
  • 13:47
  • Atualização: 13:53

Dyogo diz que BNDES buscará parceiros corretos, com transparência

Presidente do Banco admitiu que não deverá fazer grandes mudanças em relação às ações em andamento

Presidente do Banco admitiu que não deverá fazer grandes mudanças em relação às ações em andamento | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

Presidente do Banco admitiu que não deverá fazer grandes mudanças em relação às ações em andamento | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

  • Comentários
  • AE

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, admitiu durante seu discurso que não deverá fazer grandes mudanças em relação às ações em andamento na instituição. Ele afirmou, durante seu discurso de posse, que o BNDES tem como meta fazer parcerias com o setor privado para desenvolver bons projetos, com transparência e com o objetivo de alavancar a economia brasileira.

Dyogo reafirmou que o papel do BNDES não é concorrer com os bancos privados, mas sim fazer parcerias, como disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira. "A reclamação que eu recebo é que faltam projetos, demoram a ficar prontos, demoram a ser leiloados. Taí o papel do BNDES, desenvolver os projetos. O BNDES tem as melhores pessoas do Brasil para desenvolver esses projetos, essas ações", avaliou Dyogo.

"O BNDES era também o promotor do mercado financeiro e de capitais de longo prazo", completou. Ele ressaltou que um dos papéis importantes do banco é financiar a infraestrutura do Brasil, e para isso também é preciso modernizar os instrumentos disponíveis. Dyogo sinalizou que dará continuidade às mudanças já implantadas pelas gestões anteriores. "O banco está focado no processo de identificação de empresas para serem alavancadas. É isso que vamos alavancar, um banco proativo para ajudar a crescer o Brasil", continuou.

Ciclo de crescimento

O novo presidente do BNDES disse também que o País vive um novo ciclo de crescimento, que deverá durar de 10 a 12 anos e no qual o banco terá papel crucial. "A história lhe fará justiça, presidente. Fizemos quantidade enorme de ações que melhoraram o funcionamento da economia e o aumento da produtividade", disse Dyogo, na cerimônia que, além do presidente Michel Temer, contou com a presença dos também presidenciáveis Henrique Meirelles e Paulo Rabello de Castro. "Dar continuidade às reformas e a uma gestão transparente é fundamental para que isso aconteça", completou.

O novo presidente do BNDES, que deixou o ministério do Planejamento para assumir o cargo, agradeceu ao presidente Temer pela oportunidade de conduzir o banco nesse momento. Destacou a importância da antiga pasta, mas se disse honrado pela tarefa de conduzir o BNDES em momento crucial de sua história e da história do Brasil. Segundo ele, o banco terá que se reinventar e contará com alternativas de financiamento e parceria do mercado financeiro e com o interesse gestores, fundos de pensão e bancos "ávidos por oportunidades que ofereçam mais rentabilidade".

"Na era de juros baixos, o BNDES será diferente. Não será nem maior nem menor, será diferente", disse. De acordo com Dyogo Oliveira, o BNDES passará a tratar aqueles que batem à sua porta não como beneficiários, mas como clientes. O banco também não será mais o único financiador de infraestrutura, como costumava ser. "O BNDES será mais forte, mais ágil, mais flexível, mais adaptável à necessidade do cliente", completou.