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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 09/04/2018
  • 14:24
  • Atualização: 14:36

Após provocação, Manuela D’Ávila pede identificação de homem levado para a sede da PF

Pré-candidata à presidência demonstrou preocupação com a segurança do presidente Lula

Homem pediu para tirar uma foto e acabou gritando o nome de outro pré-candidato | Foto: Reprodução / Facebook / CP

Homem pediu para tirar uma foto e acabou gritando o nome de outro pré-candidato | Foto: Reprodução / Facebook / CP

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A pré-candidata do Partido Comunista do Brasil à presidência da República, Manuela D’Ávila, foi vítima de uma provocação por parte de um apoiador do também pré-candidato do Partido Social Liberal, Jair Bolsonaro, no acampamento montado por apoiadores do petista próximo da sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Após conceder entrevista coletiva, o homem abraçou a deputada gaúcha  e gritou: “Aqui é Bolsonaro p...”. O que causou revolta na jornalista foi o fato do apoiador do adversário ser escoltado pela polícia.

“Quando vi, ele estava sendo escoltado por dois policiais para a área reservada onde nem nós, que somos parlamentares podemos entrar. Ele foi empurrado por dois policiais e eu gritando que ele tinha me agredido, pois posso não dar bola para isso, mas era vítima e ele agressor. Quero saber quem ele é”, questionou Manuela D’Ávila.

A pré-candidata prometeu procurar outros fóruns para resolver o episódio. Entretanto, demonstrou muita preocupação com a saúde do ex-presidente Lula. “Estava tentando fotografá-lo, pois ele saiu da sede da Polícia Federal e foi escoltado pela polícia de volta para o prédio. Quero saber quem ele é? Eles têm a obrigação de dizer quem ele é, senão, posso deduzir que ele é o carcereiro”, afirmou.

Manuela ressaltou ainda preocupação com a integridade física do ex-presidente Lula depois dos episódios que ocorreram desde o momento que ele se entregou à Polícia Federal. Manuela D’Ávila citou o áudio pedindo para que o ex-presidente fosse jogado da aeronave, a falta de cercamento do prédio da PF quando o político chegou ao local e a falta de organização do espaço aéreo de Curitiba também na chegada de Lula.

“Todo mundo sabe que são erros primários e propositais. Hoje estou ali, vem um cara lá de dentro, me agride e volta escoltado, sem a polícia sequer identificá-lo. O interesse é da Polícia Federal identificar. Estamos preocupados com a integridade do presidente Lula, pois não são detalhes pequenos”, concluiu a comunista.

Manuela D’Avila parou em Curitiba no retorno de São Paulo para Porto Alegre. A filha pequena da política estava na cidade, mas não presenciou o fato, pois estava em uma pracinha próxima com a equipe da pré-candidata. Após o episódio, ela retornou para a Capital do Rio Grande do Sul.