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Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 04/05/2018
  • 19:52
  • Atualização: 20:16

Desembargadora nega suspender efeitos da condenação de Lula

Ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês desde 7 de abril em uma sala especial na Polícia Federal em Curitiba

Ex-presidente pena de 12 anos e um mês desde 7 de abril em uma sala especial na Polícia Federal em Curitiba | Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil / CP

Ex-presidente pena de 12 anos e um mês desde 7 de abril em uma sala especial na Polícia Federal em Curitiba | Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil / CP

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A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, negou nesta sexta-feira recurso da defesa de Lula para que fosse suspensa a decisão da 8.ª Turma da Corte que condenou o ex-presidente a 12 anos e 1 mês de reclusão, com a execução provisória da pena de prisão. Lula cumpre a pena desde 7 de abril em uma sala especial no último andar do prédio-sede da Polícia Federal em Curitiba, berço da Lava Jato.

Segundo a desembargadora Labarrère, "embora presente o periculum in mora (perigo na demora) decorrente da prisão do réu, não estão preenchidos os demais requisitos necessários ao deferimento da medida" - a possibilidade de admissibilidade dos recursos junto aos tribunais superiores e a probabilidade de acolhimento das teses levantadas pela defesa. "Vale dizer, somente com argumentos sólidos e passíveis de acolhimento pelas instâncias superiores, do ponto de vista da legalidade e constitucionalidade, é que se pode obstaculizar o cumprimento do julgado emitido pela Corte Regional", afirmou a vice-presidente.

A defesa alegava que teria havido "violação ao juiz natural", ou seja, que a 13.ª Vara Federal de Curitiba - conduzida pelo juiz Sérgio Moro - não seria competente para julgar os casos que envolvem a Operação Lava Jato. Os advogados de Lula sustentam a suspeição de Moro e a "inobservância do princípio da ampla defesa, a atipicidade e equívocos na dosimetria da pena". Moro aplicou nove anos e seis meses para o petista por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sanção foi ampliada pelo TRF4 para 12 anos e um mês, em julgamento realizado em janeiro. Na ocasião, os magistrados já deixaram expressa a ordem para prisão do petista tão logo esgotados os recursos cabíveis na Corte federal.

Da interposição dos recursos especial e extraordinário aos tribunais superiores, o que já ocorreu neste processo, até a decisão de admissibilidade ou não, as pretensões da defesa devem ser analisadas pela vice-presidência do TRF4. No caso deste pedido de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário, os advogados, na prática, requeriam a suspensão dos efeitos da condenação de Lula, inclusive da pena de prisão.


TAGS » Lula, Política, TRF4