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Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 17/05/2018
  • 09:23
  • Atualização: 10:26

Lula afirma ser vítima de "farsa judiciária" e pede eleição "democrática" no Le Monde

Artigo de opinião foi publicado nesta quinta-feira por jornal francês

Artigo de opinião foi publicado nesta quinta-feira por jornal francês | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

Artigo de opinião foi publicado nesta quinta-feira por jornal francês | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

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  • AFP

O ex-presidente Lula criticou a "farsa judiciária", da qual se diz vítima após ser preso por "corrupção", e exigiu uma eleição presidencial "democrática", com "todas as forças políticas" - incluindo a sua - em um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo jornal francês "Le Monde". "Enquanto presidente, eu defendi, por todos os meios, a luta contra a corrupção e não aceito que me atribuam esse tipo de crime pelo viés de uma farsa judiciária", escreveu Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e detido desde o início de abril, o que o impede de se candidatar à presidência nas eleições de outubro.

Estas eleições "serão democráticas apenas se todas as forças políticas puderem participar delas de forma livre e justa", defendeu Lula, apresentando sua candidatura como "uma proposta para que o Brasil encontre o caminho da inclusão social, do diálogo democrático, da soberania nacional e do crescimento econômico para a construção de um país mais justo e solidário". O ex-presidente ainda escreveu que possui o conhecimento necessário para desenvolver o país.

"Eu sou candidato (...) porque sei que eu posso fazer de modo que o país retome o caminho da democracia e do desenvolvimento para nosso povo", garante ele em um longo artigo de opinião, que soa como um discurso de campanha. Eu sou candidato para devolver aos pobres e aos excluídos sua dignidade, para garantir seus direitos e lhes dar esperança de uma vida melhor", acrescentou Lula, que destacou o fato de "dominar, com uma forte margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil".

Lula disse ainda, em publicação, que tirou 36 milhões de pessoas da extrema miséria ao longo de oito anos de governo, ressaltando prestígio internacional por forma de governar. Acrescentou, no entanto, não ter cedido à interesses estrangeiros em riquezas do país. "Candidato à presidência, eu prometi, eu lutei e eu mantive minha promessa para que todos os brasileiros tivessem o direito a três refeições por dia e não conhecessem a fome que eu conheci quando criança. Não submeti meu país e suas riquezas naturais aos interesses estrangeiros", frisou Lula. Por fim, acrescentou que a taxa de desemprego aumentou. Atualmente, o número atinge 13,1%, contra 4,7% em dezembro de 2014.