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  • 29/06/2018
  • 12:59
  • Atualização: 13:05

STF adia para o segundo semestre julgamento de liberdade de Lula

Ministros entraram em recesso e só retornarão ao plenário em 8 de agosto

STF adia para o segundo semestre julgamento de liberdade de Lula | Foto: Heinrich Aikawa / Instituto Lula / Divulgação / CP Memória

STF adia para o segundo semestre julgamento de liberdade de Lula | Foto: Heinrich Aikawa / Instituto Lula / Divulgação / CP Memória

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  • Agência Brasil

A pedido do ministro Edson Fachin, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, não pautou para esta sexta-feira novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi liberado na noite desta quinta-feira para julgamento em plenário pelo relator ministro Edson Fachin. A sessão desta sexta foi a última antes dos ministros do STF tirarem o recesso forense. Eles só voltarão a se reunir em plenário em 8 de agosto.

De acordo com Fachin, o pedido não poderia ser julgado pois na noite de quinta-feira a defesa de Lula apresentou um novo recurso, na forma de embargos de declaração, contra uma decisão sua, o que, segundo o ministro, impede o julgamento do pedido de liberdade. Durante a sessão, Fachin disse que os embargos precisam ser "julgados antes de qualquer ato processual", motivo pelo qual o pedido de soltura em si não poderia ser analisado nesta sexta-feira pelo plenário. "Quando for o caso será liberado para o plenário e será trazido imediatamente", afirmou Cármen Lúcia.

Reclamação

Em outra reclamação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, em que questiona a decisão de Fachin de enviar o pedido de liberdade ao plenário, e não à Segunda Turma, como queriam os advogados, também é pedida uma liminar (decisão provisória) para que o ex-presidente seja solto. Questionado na saída da sessão se decidirá ainda nesta sexta-feira sobre a reclamação, Moraes respondeu que sim.

Inelegibilidade

Nos embargos protocolados na noite de quinta-feira, a defesa quer que não seja julgada a questão da inelegibilidade de Lula, e somente sua eventual soltura, no pedido que foi enviado por Fachin ao plenário. Ao justificar o envio ao plenário, em decisão de sexta-feira, Fachin disse que a questão deve ser tratada pela Corte por passar pela análise do trecho da Lei da Ficha Limpa que prevê a suspensão da inelegibilidade "sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal".

Segundo a defesa de Lula, a análise da inelegibilidade não foi solicitada, e pede a Fachin que reverta sua justificativa. "O embargante requereu exclusivamente a suspensão dos efeitos dos acórdãos proferidos pelo Tribunal de Apelação para restabelecer sua liberdade plena. A petição inicial, nesse sentido, é de hialina [límpida] clareza ao requerer o efeito suspensivo para impedir a "execução provisória da pena até o julgamento final do caso pelo Supremo Tribunal Federal", sustentou a defesa.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP) e teve a pena executada pelo juiz federal Sergio Moro após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, conforme definiu o STF. Com a confirmação da condenação na Operação Lava Jato, o ex-presidente foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados pelos órgãos colegiados da Justiça. No entanto, Lula ainda pode ser beneficiado por uma liminar e disputar as eleições. Ele tem até 15 de agosto para se registrar como candidato.