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Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 18/07/2018
  • 15:08
  • Atualização: 18:07

Dnit e governo do Estado definem detalhes sobre manutenção da freeway na sexta-feira

Reunião em Brasília tratará do acordo sobre a preservação do trecho da BR 290

EGR e governo federal irão se reunir na sexta-feira | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

EGR e governo federal irão se reunir na sexta-feira | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

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  • Jessica Hübler

Após a manutenção da freeway através da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) ter sido descartada pelo governo do Estado, em 7 de julho, o cenário parece ter mudado substancialmente a partir da reunião realizada na terça-feira, em Brasília. No encontro, entre governador José Ivo Sartori e o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi tratada a possibilidade de a EGR assumir a manutenção do trecho da BR 290 que liga Porto Alegre a Osório.

O diretor-presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes, disse que não houve nenhuma conversa sobre o assunto antes da reunião. "Ainda não tive reunião com o governo sobre isso, não tenho um retorno específico, nenhuma sinalização. É uma decisão de governo. Temos uma caminhada pela frente a respeito disso, tem a questão legal, a questão da tarifa, a operação é complexa. Se for definido pelo governo, temos que sentar para ver a questão da operação de modo geral", explicou, ressaltando que o assunto não estava em discussão até o encontro realizado em Brasília.

Está agendada para sexta-feira uma reunião entre os técnicos da EGR e o secretário dos Transportes do Rio Grande do Sul, Humberto Brandão Canuso, que irão ao Dnit em Brasília acertar os detalhes da negociação. "No momento não temos mais detalhes sobre o assunto", informou o Dnit-RS por meio de nota.

O mesmo ocorre no Piratini e na Secretaria Estadual dos Transportes: não há ninguém se manifestando sobre o assunto, somente após o encontro que deve ser realizado no final da semana. A possibilidade de a EGR assumir o controle das praças de pedágio foi sugerida pelo ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont (PT).

Segundo o petista, o governador José Ivo Sartori (MDB) poderia negociar com o Planalto espécie de mandato-tampão ou a possibilidade de a estatal assumir em definitivo a gestão. O Dnit estimou custo de cerca de R$ 40 milhões para conservar, até fevereiro de 2019, as BRs 290 e 116, nos trechos que eram concedidos para a Triunfo Concepa.

O diretor-presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes, à época, afirmou que o Dnit "tem capacidade de manter o pleno funcionamento da freeway e que a hipótese de assumir as praças não é discutida pelo Piratini".

Granpal pressionará pela contratação emergencial de empresa

A sugestão de a EGR assumir a manutenção da Freeway foi encaminhada ontem pela Granpal, tanto para o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, como também ao Ministério dos Transportes, ao Dnit e à ANTT. Ocasionalmente, a proposta foi justamente discutida em reunião dos órgãos com o governador José Ivo Sartori, no mesmo dia, em Brasília.

Conforme o diretor executivo da Granpal, Éderson Santos, a entidade não recebeu nenhuma resposta, mas se sentiu contemplada pela novidade. “Colocamos como a única alternativa viável, que o Estado buscasse, junto com a União, que a EGR, pudesse assumir a operação de forma emergencial, por todo o contexto da experiência”, explicou. A Granpal representa 11 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo ele, há uma desconfiaça por parte dos prefeitos de que o processo estará resolvido até novembro, principalmente se precisar envolver uma licitação. “Se não conseguiram resolver antes, não vai ser até novembro, ainda mais com o período eleitoral. O que preocupa, também, é a chegada do verão e a saturação da rodovia”, enfatizou.

Para a Granpal, de acordo com Éderson, a EGR, por ser uma estatal que administra rodovias estaduais, “poderia assummir de forma emergencial até que a licitação pudesse ser executada”. Além do envio do pedido de providências à Casa Civil e a órgãos como o Ministério dos Transportes, Dnit e ANTT, a Granpal também deve encaminhar ofício ao TCE e ao MP-RS, com caráter preventivo. “Os municípios estão arcando com algumas despesas que não estão previstas no orçamento”, disse.