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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 02/08/2018
  • 21:35
  • Atualização: 21:47

Acordo para chapa entre PP e PSDB deve ser concluído até esta sexta

Heinze confirmou desistência da corrida ao Piratini por disputa à vaga no Senado

Após acordo, Heinze disputará o Senado e Ana Amélia comporá chapa com Alckmin | Foto: Guilherme Almeida

Após acordo, Heinze disputará o Senado e Ana Amélia comporá chapa com Alckmin | Foto: Guilherme Almeida

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  • Flavia Bemfica

O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP) confirmou no início da noite desta quinta-feira que desistiu da candidatura ao governo do Estado e que será candidato ao Senado na chapa do tucano Eduardo Leite, que disputará o governo. Heinze confirmou a alteração após o anúncio, no final da tarde, de que a senadora Ana Amélia Lemos (PP) será candidata a vice na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pela presidência da República. Inicialmente, Ana Amélia concorreria à reeleição.

Heinze adiantou que, apesar de a vaga ao Senado estar garantida para o PP e ser o seu nome o escolhido, os detalhes da alteração da chapa serão finalizados até amanhã, uma vez que o PP, no RS, para integrar a chapa dos tucanos, solicitou também aliança nas proporcionais, ou seja, tanto para a Câmara dos Deputados como para a Assembleia Legislativa. “Isso aí (as duas proporcionais) já colocamos para o Eduardo (Leite). O que está sendo conversado é justamente isso. É um problema que vão ter que administrar.”

A exigência do PP em relação às proporcionais pode se transformar em um problema de fato para o PSDB gaúcho, inclusive com o risco de o partido não eleger representante gaúcho para a Câmara. Não só porque os progressistas têm candidatos bastante competitivos tanto para a Câmara dos Deputados como para a Assembleia, como porque o PSDB já está coligado, para a Câmara Federal, com outras siglas com nomes fortes, como o PTB e o PRB, além da Rede. E, para o Legislativo gaúcho, com PPS, PHS e Rede.

Questionado sobre se foi cogitada a possibilidade de que seguisse com a candidatura, mesmo após o aceite de Ana Amélia, Heinze resumiu: “Poderia, mas isso geraria outros problemas”. Ainda conforme o deputado, o acordo que ele mantinha com DEM, Pros e PSL, que apoiavam sua pré-candidatura ao governo em troca de um palanque no RS para a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, agora está desfeito. “Já conversei com o Onyx, vou falar também com o Wambert e a Carmen Flores. Eles não entram nessa coligação nova porque têm o apoiamento ao Bolsonaro. É uma outra situação”, assinalou.

Não só Heinze procura pelos até então apoiadores. Ainda no final da tarde desta quinta emissários do PSDB e do PTB foram encarregados de conversar com o presidente do DEM no RS, o deputado federal Onyx Lorenzoni, para discutir a possibilidade de um chapão na proporcional para a Câmara dos Deputados. “Não podemos desconsiderar a força do DEM e nem seu tempo de TV. E o fato de o PP exigir coligação em ambas as proporcionais não nos assusta. O PP também sofre com o desgaste de vários de seus nomes”, resumiu um dirigente do PTB. A sigla é representada na majoritária encabeçada pelo PSDB com a indicação do vice, o delegado Ranolfo Vieira Júnior.

A oficialização do nome de Heinze ao Senado na chapa do PSDB será feita na convenção do PP, no sábado. Nos próximos dias o PP gaúcho também avalia junto às bases a mudança de rumo, uma vez que parte significativa delas até então preferia o nome de Bolsonaro ao de Alckmin.