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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 15/08/2018
  • 14:29
  • Atualização: 14:33

Moro muda interrogatório de Lula sobre sítio de Atibaia para novembro

Juiz citou que medida tem por objetivo evitar a exploração eleitoral

Juiz citou que medida tem por objetivo evitar a exploração eleitoral | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

Juiz citou que medida tem por objetivo evitar a exploração eleitoral | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta quarta-feira, mudar a data do interrogatório do ex-presidente Lula e de outros 12 réus na ação do sítio de Atibaia. O magistrado da Operação Lava Jato afirmou que a alteração das audiências tem por objetivo "evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios". As audiências estavam marcadas para datas entre 27 de agosto e 11 de setembro.

Os interrogatórios agora devem ocorrer entre 5 e 14 de novembro. Em seu despacho, Moro não cita o ex-presidente nominalmente, mas a ele se refere. "Um dos acusados foi condenado por corrupção e lavagem na ação penal 5046512-94.2016.4.04.7000 e encontra-se preso por ordem do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, tendo a medida sido mantida pelos Tribunais Superiores", afirmou Moro, em alusão ao processo do triplex do Guarujá, que levou à condenação do petista a uma pena de 12 anos e um mês de reclusão. "Apesar disso, o acusado apresenta-se como candidato à Presidência da República. Caberá ao Egrégio Tribunal Superior Eleitoral decidir a respeito." O magistrado prosseguiu:

"A fim de evitar a exploração eleitoral dos interrogatórios, seja qual for a perspectiva, reputo oportuno redesignar as audiências." O PT vai protocolar nesta quarta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o registro da sexta candidatura de  Lula à Presidência com uma grande manifestação popular em Brasília, ao mesmo tempo em que já prepara a substituição do ex-presidente.

A estratégia de manter a candidatura de Lula - sentenciado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro na ação do triplex do Guarujá - já foi criticada por ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal, aos quais caberia o julgamento de eventuais recursos. A presidente do STF, Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, que a Lei da Ficha Limpa é uma conquista da sociedade.