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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

  • 17/08/2018
  • 15:01

Câmara cassa prefeito do PSDB de Mongaguá, preso com fortuna no guarda-roupa

Político guardava mais de R$ 4 milhões e mais 216 mil dólares em cédulas empilhadas no roupeiro

Dinheiro foi encontrado dentro de um guarda-roupa com as cédulas empilhadas e organizadas | Foto: Polícia Federal / Divulgação / CP memória

Dinheiro foi encontrado dentro de um guarda-roupa com as cédulas empilhadas e organizadas | Foto: Polícia Federal / Divulgação / CP memória

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  • AE

Após quase nove horas e meia de debates e votação, os vereadores da Câmara de Mongaguá, no litoral paulista, aprovaram por maioria, na madrugada desta sexta-feira a cassação do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB) e do vice Márcio Melo Gomes, o "Márcio Cabeça", atual chefe do Executivo municipal. Em maio, na Operação Prato Feito, a Polícia Federal prendeu Prócida, que mantinha oculta uma fortuna em dinheiro vivo em um guarda-roupa em sua casa - R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763, cédulas empilhadas organizadamente.

O tucano continua preso. Ele alegou à PF que a dinheirama tinha origem em "sobras de campanha" e "doação do pai". A sessão extraordinária 3/2018 foi iniciada às 15 horas desta quinta, 16, com a presença de todos os 13 vereadores da Casa.

O vereador Guilherme Prócida, filho do prefeito e parte interessada nos processos, teve a liminar que permitia sua participação suspensa após duas decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo, informou a Câmara. Foi convocado o suplente, Pedro Eduardo Carvalho Homem, o "Dr. Pedro", para ocupar a função exclusivamente nas votações das seis Comissões Processantes. Com a cassação, a Câmara emitiu Decreto Legislativo sobre a decisão dos vereadores, dando ciência à Justiça Eleitoral sobre a vacância dos dois cargos do Executivo. O decreto também será protocolado na prefeitura.

O presidente da Câmara, Rodrigo Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (PSDB), ao assumir a prefeitura, dará andamento ao pedido de novas eleições municipais. A denúncia que culminou na cassação de Prócida e de "Márcio Cabeça" tem como base a Operação Prato Feito, deflagrada em maio pela Polícia Federal.

A investigação põe sob suspeita pelo menos 30 prefeituras paulistas por fraudes. Treze prefeitos são investigados, além de quatro ex-prefeitos, 27 funcionários públicos, um vereador e 29 empresas. Também são alvo da PF e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União secretários municipais e lobistas.

A PF pediu a prisão de 62 investigados, mas a Justiça Federal autorizou em maio apenas buscas. Outro lado A reportagem tenta contato com a defesa de Artur Parada Prócida e "Márcio Cabeça" e fez contato também com a Prefeitura de Mongaguá. Até o fechamento deste texto, não havia obtido o posicionamento dos citados, mas deixou espaço aberto para manifestação.