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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 20/08/2018
  • 21:39
  • Atualização: 22:05

Moro condena ex-deputado André Vargas por lavagem de dinheiro

Ex-parlamentar do PT já está preso por outra sentença da Lava Jato

Ex-parlamentar do PT já está preco por outra sentença da Lava Jato | Foto: J. Batista / Agência Câmara / CP Memória

Ex-parlamentar do PT já está preco por outra sentença da Lava Jato | Foto: J. Batista / Agência Câmara / CP Memória

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O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-deputado André Vargas (ex-PT) a 6 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Vargas já está preso, por condenação em outro processo da Operação Lava Jato. Na época do crime a ele atribuído, Vargas era vice-presidente da Câmara.

Moro também condenou, na sexta-feira, o irmão do ex-parlamentar, Leon Vargas, a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, e o empresário Marcelo Simões. "André Vargas interveio junto à Caixa Econômica Federal utilizando sua influência política, na época era deputado federal, para que a empresa IT7, de Marcelo Simões, fosse contratada em uma licitação fraudada para fornecimento de software para o banco", acentuou Moro.

"A culpabilidade (de André Vargas) é elevada. Conforme restou comprovado na ação penal supramencionada, o condenado recebeu propina não só no exercício do mandato de deputado Federal, mas também da função de vice-presidente da Câmara dos Deputados, esta entre os anos de 2011 a 2014, período que abarca os fatos objeto desta ação penal (dezembro de 2013 a fevereiro de 2014). A responsabilidade de um vice-presidente da Câmara é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes", escreveu Moro.

No processo, os quatro foram considerados culpados pela lavagem de R$ 2.399.850 supostamente provenientes de crimes contra a administração pública. O montante estava ligado, segundo a Operação Lava Jato, a um contrato firmado entre a Caixa Econômica Federal e a IT7 Sistemas Ltda.

Sentença

Meire Poza foi condenada a 2 anos e 3 meses de reclusão em regime aberto. O juiz substituiu a pena privativa de liberdade "por duas penas restritivas de direito, consistentes na prestação de serviço à comunidade e em prestação pecuniária".

Simões foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O magistrado impôs a Leon Vargas 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.