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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

  • 29/08/2018
  • 09:28
  • Atualização: 09:47

Publicado decreto que autoriza uso de Forças Armadas em Roraima

Tropas militares atuarão no entorno da cidade de Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela

Publicado decreto que autoriza uso de Forças Armadas em Roraima | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

Publicado decreto que autoriza uso de Forças Armadas em Roraima | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

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  • Agência Brasil

Foi publicado na manhã desta quarta-feira, publicado no Diário Oficial da União o decreto presidencial que autoriza o emprego das Forças Armadas para a garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Roraima. A autorização vale para algumas áreas específicas, no caso, as faixas de fronteira Norte e Leste; e as rodovias federais, entre os dias 29 de agosto e 12 de setembro. O decreto foi anunciado na terça-feira pelo presidente Michel Temer, em cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Temer disse que a medida é para dar segurança aos brasileiros que vivem em Roraima e também aos venezuelanos que entram no Brasil pelo estado, fugindo da crise no país vizinho. Caberá ao Ministério da Defesa definir a alocação dos meios disponíveis para o emprego das Forças Armadas.

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Na cerimônia de terça-feira, o ministro da Defesa, general Silva e Luna, disse que não houve pedido da governadora do estado, Suely Campos, para edição desse decreto, que poderá ter seu período de validade ampliado, caso seja do interesse do poder público. O efetivo utilizado será aquele que já atua na região, da Primeira Brigada da Infantaria de Selva, lotada em Boa Vista. O emprego militar se dará em um perímetro que engloba as cidades de Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela, e Boa Vista, que têm acolhido os migrantes.

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Crise no estado

De acordo com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, a GLO é para conter a crise no estado, e não para impedir a entrada de venezuelanos. Ainda segundo o ministro, dos 600 a 700 venezuelanos que entram diariamente pela fronteira, cerca de 20% a 30% permanecem no país. Em Boa Vista, ainda vivem nas ruas cerca de dois mil venezuelanos e outros seis mil estão em abrigos no estado. A Polícia Federal estima que entraram no país quase 130 mil venezuelanos, de 2017 até junho deste ano.

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Desses, cerca de 60% já deixaram o território brasileiro. Os dados atualizados de ingresso de venezuelanos no país devem sair nos próximos dias. Na semana passada, moradores de Pacaraima expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos e atearam fogo a seus pertences, em um protesto contra a presença deles na cidade. O motivo do conflito foi o assalto, seguido de espancamento, sofrido por um comerciante local, supostamente cometido por quatro venezuelanos, o que provocou a revolta dos moradores da cidade.