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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 31/08/2018
  • 20:30
  • Atualização: 21:52

Vídeo: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer

Presidenciável se desentendeu com Gedeão Pereira ao falar sobre subsídios ao setor agropecuário

Ciro Gomes cumpriu agenda na Expointer nesta sexta-feira  | Foto: Guilherme Testa

Ciro Gomes cumpriu agenda na Expointer nesta sexta-feira | Foto: Guilherme Testa

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  • Luiz Sérgio Dibe

O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes cumpriu extensa agenda de campanha nesta sexta-feira na Expointer, em Esteio, apesar da chuva. Ciro visitou estandes, acompanhado pelo candidato ao governo Jairo Jorge (PDT), conheceu parte dos empreendimentos da feira e também foi recebido por representações de entidades participantes do evento. “Vim apresentar e defender um projeto nacional de desenvolvimento, baseado na recuperação da indústria, na restauração do crédito das famílias brasileiras, na geração de empregos e no investimento público e privado”, disse o candidato.

Ciro também defendeu o suporte governamental à produção agropecuária e sustentou que seus adversários no pleito representam o “fim do subsídio para o campo”. “Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) são iguais”, qualificou-os.

Na Farsul, o que seria uma visita de cortesia se transformou em debate político e ideológico. Durante a apresentação da pauta ruralista, Ciro e o presidente da entidade, Gedeão Pereira, protagonizaram um embate acerca de suas visões políticas. “Nós, aqui na Farsul, somos defensores irredutíveis do direito à propriedade privada. Estamos preocupados com a segurança jurídica, que foi relativizada nos últimos anos por ideologias de esquerda em questões como reforma agrária, demarcações indígenas e quilombos, além de questões ambientais. Queremos um Estado menor, privatizações e necessidade de investimentos em infraestrutura”, definiu o dirigente da Farsul.

Ciro disse que discordava de parte das visões e citou que o adversário Bolsonaro (PSL) “tem defendido a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, o que pode representar o fim do subsídio para a agricultura no país”, apontou. Gedeão reagiu, sustentando que “não há subsídio para a agricultura”. Ciro interveio, argumentando que a agricultura recebe R$ 158 bilhões ao ano em créditos relativos a abatimento de juros através das instituições públicas de fomento. “Posso dizer na minha campanha então que o presidente da Farsul não quer mais o subsídio público? Respeito muito o serviço que o agronegócio presta à nação, mas querer um Estado mínimo e ao mesmo tempo que o governo garanta a infraestrutura e financiamento não faz sentido. É uma visão liberaloide estúpida e egoísta”, definiu Ciro.

Confira no vídeo o momento da discussão: