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  • 02/09/2018
  • 19:40
  • Atualização: 16:49

Dallagnol revela detalhes da Operação Lava Jato em seminário em Gramado

Para o procurador, o mecanismo de corrupção sistêmica na Petrobras tem raízes históricas

O procurador participou do seminário em Gramado | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

O procurador participou do seminário em Gramado | Foto: Halder Ramos / Especial / CP

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  • Halder Ramos

Os principais nomes do direito criminal estiveram reunidos no Hotel Serra Azul, em Gramado, sexta e sábado, na 3ª Jornada Internacional de Investigação Criminal. Com mais de 1,5 mil participantes, o evento debateu temas como a corrupção, lavagem de dinheiro, cooperação internacional nas investigações criminais e outros. O procurador da República Deltan Dallagnol, membro da Força Tarefa da Operação Lava Jato, palestrou na jornada no sábado.

Dallagnol revelou detalhes sobre a Operação Lava Jato. Para o procurador, o mecanismo de corrupção sistêmica implantado na Petrobras é político partidário e tem raízes históricas. O procurador estabeleceu uma relação entre o gasto de campanha e o número de votos dos candidatos. “Existe uma forte influência do poder econômico sobre o número de votos. Quem mais gastou, mais recebeu votos. Não estou afirmando que todo político é corrupto. Não estou criminalizando a política. Pelo contrário, a única solução que temos para o problema que corrói a democracia é mais democracia por meio da política. Não tem atalho”, diz.

Ao final do painel, o procurador convocou a plateia a divulgar o pacote com novas medidas de combate à corrupção. “É um pacote de 70 medidas que ataca a corrupção em 12 frentes diferentes. Foi submetido a uma ampla discussão na sociedade. Se ele for aprovado no Congresso, ele vai revolucionar a luta contra a corrupção no Brasil”, afirma.

Além de Dallagnol, a lista de palestrantes contou com os juízes federais Marcelo Bretas e Valliesney de Oliveira, os procuradores da República Carlos Fernando Dos Santos Filho e Vladimir Aras, o chefe da Divisão de Crimes Financeiros da Polícia Federal, Marcio Anselmo, o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, o Adido do Federal Bureau of Investigation (FBI), David Brassanini, e o diretor de Comunidades Vulneráveis da Secretaria Geral na Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) em Lyon (França), Valdecy de Urquiza Jr.