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Porto Alegre, terça-feira, 18 de Setembro de 2018

  • 04/09/2018
  • 21:39
  • Atualização: 21:53

Relator vota contra cassação de Meurer, primeiro condenado pelo STF na Lava Jato

Mauro Lopes argumentou que ação contra o deputado é de mandato anterior

Mauro Lopes argumentou que ação contra o deputado é de mandato anterior | Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara / Divulgação CP

Mauro Lopes argumentou que ação contra o deputado é de mandato anterior | Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara / Divulgação CP

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  • Agência Brasil

O deputado Mauro Lopes (MDB-MG) votou nesta terça-feira pelo arquivamento do processo por quebra de decoro contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR) no Conselho de Ética da Câmara. No entanto, um pedido de vista adiou a votação do caso no colegiado. Meurer foi o primeiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato após a chegada dos primeiros inquéritos, em 2015.

Por unanimidade, o deputado foi condenado pela Segunda Turma a 13 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em regime fechado. Apesar da decisão, o deputado recorre em liberdade. Mauro Lopes justificou o arquivamento ao afirmar que "o caso ocorreu no mandato passado, antes de 2014, e mesmo assim o povo entendeu que ele deveria ser reeleito e foi reeleito pelo povo do Paraná”.

Segundo o parlamentar, o processo ainda está no Supremo Tribunal Federal (STF). “Tão logo estando transitado em julgado, será comunicado à Mesa da Câmara dos Deputados e ele terá o mandato cassado pelo Plenário", avaliou. Em recesso branco, o colegiado só deve votar o arquivamento do processo contra o deputado Nelson Meurer na segunda semana de outubro, após as eleições.

O colegiado julgou ação penal elaborada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo a acusação, o deputado Nelson Meurer recebeu R$ 4 milhões em vantagens indevidas oriundas da Petrobras. O filho do deputado Nelson Meurer Júnior também foi condenado, mas a uma pena menor, 4 anos e 9 meses de prisão em regime aberto.