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  • 06/09/2018
  • 09:17
  • Atualização: 10:00

Bolsonaro nega relação com PMs presos no Rio

Acusados participaram de agendas das campanhas do filho do presidenciável

Bolsonaro ainda reiterou que

Bolsonaro ainda reiterou que "Errou, vai pagar a conta" | Foto: Evaristo Sa / AFP /CP

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O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira que não tem ligação com os dois policiais militares presos no Rio sob suspeita de participação em uma quadrilha especializada em extorsões. Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, detidos durante a Operação Quarto Elemento, na última semana, participaram de agendas de campanhas do filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), candidato a uma vaga no Senado.

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A operação foi desencadeada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para investigar práticas de extorsões por parte de agentes policiais. Em conversa com jornalistas, Bolsonaro disse que "99%" dos policiais militares do Estado apoiam sua candidatura e a de seu filho e que a participação de agentes nas campanhas é "voluntária". "Olha, não trabalhavam para mim ou pra ele (Flávio), não. Já votaram nele ou já trabalharam voluntariamente pra ele, como tem alguém da imprensa aqui que já votou em mim também. Então, não podemos nos responsabilizar por atos de terceiros", disse Bolsonaro.

O presidencável também afirmou que "Errou, vai pagar a conta. Agora, esses policiais, com toda a certeza, já votaram em mim também". Flávio negou vínculo com os PMs.

Bolsonaro participou nesta quarta de uma carreata entre Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal. O evento foi promovido pelo candidato ao governo pelo PRP, Paulo Chagas.

Ataques

Sobre as propagandas veiculadas pela campanha do adversário tucano, Geraldo Alckmin, contra ele, Bolsonaro disse que PSDB e PT fazem "política ultrapassada" ao divulgarem vídeos em que o candidato do PSL xinga mulheres. Ele pediu esforço de simpatizantes para "varrer" as cúpulas dos dois partidos e afirmou que pode vencer ainda no primeiro turno.

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Ao ser questionado se decidiu "sentar" na cadeira de presidente antes da hora, o candidato disse que seu otimismo levava em conta pesquisas e impressões nas ruas. "Não tô sentando em cadeira nenhuma." Antes, num discurso em cima do carro de som, ele disse que não tinha o mesmo "dinheiro" e "tempo" de TV dos adversários, mas contava com o apoio das ruas. "Esses ataques que estou sofrendo do PT e do PSDB não vão abalar a candidatura de cada um de nós", afirmou, numa referência a campanhas de aliados. "Vamos quebrar esse sistema, vamos quebrar a máquina, vamos colocar ponto final no establishmenta".

Na entrevista, Bolsonaro declarou que estava confiante especialmente pela recepção que teve na carreata e em viagens. "Em qualquer lugar do Brasil, de Manacapuru a Manaus, ou qualquer outra cidade, há uma aceitação enorme", disse. "Se o voto fosse impresso, sei que o Supremo derrubou isso, mas, se tivermos como comprovar a lisura das eleições, a gente ganha no primeiro turno", disse.

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Na sequência, afirmou que, independentemente do vencedor, a eleição estará sob suspeita porque o voto não é impresso. "Qualquer um que ganhar vai (colocar) sob suspeita as eleições, com toda certeza." A uma pergunta sobre a propaganda tucana focada num embate que travou com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), no Salão Verde da Câmara, em 2003, Bolsonaro disse que trata-se de "jogo de palavras" e "sentimento". "Eu entrei em campo (na disputa presidencial) não por uma obsessão. Entrei por uma missão de Deus e uma missão patriótica de mudar o rumo do Brasil", afirmou.

Em cima do carro de som, Bolsonaro chutou um boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. Depois, num imprevisto, o veículo em que estava não funcionou e o candidato teve de fazer o trajeto num carro que vinha atrás reservado aos jornalistas. Ao longo do percurso, acenou para as pessoas nas calçadas e janelas, reagiu com simpatia a quem fazia sinal contrário e ainda fez movimentos com as mãos imitando um atirador.

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