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  • 07/09/2018
  • 10:19
  • Atualização: 10:27

Agressor pediu "pena de morte" para Bolsonaro e fez curso de tiro

Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, usou as redes sociais para disseminar mensagens de ódio

Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, usou as redes sociais para disseminar mensagens de ódio | Foto:  Paulo Lopes / Futura Press / Estadão Conteúdo

Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, usou as redes sociais para disseminar mensagens de ódio | Foto: Paulo Lopes / Futura Press / Estadão Conteúdo

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  • R7

Preso na noite de quinta-feira, por ter ferido com uma facada o candidato Jair Bolsonaro (PSL), o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, usou as redes sociais para disseminar mensagens de ódio contra o deputado nos últimos meses entre elas, uma em que pedia "pena de morte" ao presidenciável, chamado "traidor", "judas" e também xingado.

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A mensagem, postada no dia 16 de julho, reproduz um vídeo editado em que o deputado fala sobre a Amazônia e a base espacial de Alcântara (MA) e é acusado de pregar a entrega do patrimônio nacional aos Estados Unidos. Sobre essas imagens, enquanto o parlamentar fala, surge a inscrição: "Jair Bolsonaro traidor — judas pena de morte pra esse fdp (sic)".

Em outra publicação, ele reproduziu gravação em que Bolsonaro e a também deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ) debatem na TV sobre a ditadura militar. Oliveira comentou: "Dá nojo só de ouvir dizer que a ditadura deveria ter matado pelos uns 30 mil comunistas".

Antes da mensagem em que prega a pena de morte ao candidato, Oliveira praticou tiros no Clube e Escola de Tiro.38, em São José (SC), no dia 5 de julho. O clube é frequentado por dois filhos de Jair Bolsonaro — Carlos, vereador no Rio de Janeiro (PSL), e Eduardo, deputado federal (PSL-SP). Ao jornal O Estado de S. Paulo, o Clube 38 confirmou que Adélio praticou tiros com a supervisão de um instrutor.

Em 2013, Oliveira foi acusado pelo crime de lesão corporal no município de Montes Claros (MG), onde morava. Segundo o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, o caso envolveu a agressão a outro homem por causa de uma cobrança de dívida.

Em maio, Oliveira postou foto na qual aparece ao lado de uma placa em que se lê "políticos inúteis". No mesmo dia, ele divulgou outra imagem em que pedia a renúncia do presidente Michel Temer.

Em seu perfil, o servente de pedreiro usou a seguinte frase para se definir: "Não importa em que partido tu militas, nem a ideologia que acreditas ou fé que tu praticas, se você tens (sic) prazer no triunfo da Justiça, então somos irmãos".