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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 09/09/2018
  • 16:14
  • Atualização: 16:20

Filhos de Bolsonaro discutirão com PF reforço à segurança da família

Candidato segue internado em São Paulo após cirurgia em razão de ter sido esfaqueado

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  • Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), disse que ele e o irmão Flávio terão reunião com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, nesta segunda-feira. Eles falarão sobre um possível reforço de segurança para o pai e para a família do candidato.

Jair Bolsonaro está internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, desde sexta-feira, quando foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Ele sofreu um ataque à faca na quinta-feira enquanto fazia uma atividade de campanha pelas ruas da cidade.

"Vamos bater papo lá na Polícia Federal para saber o que pode ser feito em relação à segurança. A gente sabe que ele [Jair] faz questão desse contato como povo e diante desse quadro é muito difícil fazer a segurança de uma autoridade, mas acredito que o nível de periculosidade que o Jair Bolsonaro se encontra é muito maior", disse o deputado, em entrevista à imprensa.

Ele esteve hoje no Hospital Albert Eistein.  Sobre o estado de saúde do pai, Eduardo destacou que o quadro está evoluindo e que Jair Bolsonaro já começa a se movimentar mais pelo quarto com a ajuda de um andador. "Os médicos falam que a recuperação dele está sendo boa, mas ainda está numa UTI, está um pouco anêmico, está fraco, não está 100%, mas está melhorando bem", disse à imprensa.

Ainda sobre as investigações, Eduardo disse considerar o ataque contra o pai como um "atentado político" e destacou o fato de que Adélio Bispo Pereira, agressor confesso do deputado, foi filiado ao PSOL. "Demonstra o viés marxista, esquerdista dele, sim. Isso é inegável.

E tentou matar Jair Bolsonaro por acreditar que é uma pessoa que não pode chegar a Presidência da República", declarou. De acordo com informações do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Adélio foi filiado ao PSOL entre os anos de 2007 a 2014. Em nota, o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, disse que o fato de o agressor ter sido filiado "não altera em nada o posicionamento do partido em relação ao inaceitável atentado sofrido por Jair Bolsonaro". O partido manifesta repúdio ao ataque sofrido pelo candidato à Presidência e defendeu que o responsável responda pelos atos de acordo com a lei.