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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 10/09/2018
  • 20:09
  • Atualização: 20:21

Grupo busca apoio na Câmara para reverter troca de cor dos táxis de Porto Alegre

Vereador responsável por emenda mudou de ideia e tenta obter 19 assinaturas para votar alteração

Vereador responsável por emenda mudou de ideia e tenta obter 19 assinaturas para votar alteração | Foto: André Ávila / CP Memória

Vereador responsável por emenda mudou de ideia e tenta obter 19 assinaturas para votar alteração | Foto: André Ávila / CP Memória

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  • Lucas Rivas / Rádio Guaíba

O vereador Moisés Barboza (PSDB), líder do governo Marchezan, começou a coletar assinaturas na Câmara de Porto Alegre a fim de alcançar os 19 votos necessários para apresentar e aprovar um novo projeto de lei para manter a cor vermelho-ibérico nos táxis da Capital. O tucano, que é autor da emenda que propôs a cor branca, mudou de ideia e, agora, conta com apoio de dez parlamentares para reverter a iniciativa. Barboza pretende protocolar a proposta até sexta-feira na Casa.

Na semana passada, o prefeito Nelson Marchezan Junior já havia recebido abaixo-assinado de um grupo de taxistas, com mais de 800 adesões, pedindo a manutenção da cor atual. Barboza participou da agenda e levou o tema para discussão no Parlamento. A movimentação do vereador e do grupo de taxistas visa reverter o item da Lei Geral dos Táxis de Porto Alegre que determinou que a frota seja branca, com dois anos de prazo de adaptação. Marchezan sancionou a lei em junho, com vetos, um deles relacionado à mudança de cor, mas a Câmara derrubou a decisão do prefeito. As novas regras, porém, seguem sem data para entrar em vigor.

Na ocasião, Barboza, Ricardo Gomes (PP) e Comandante Nádia (MDB) apresentaram em conjunto a emenda sobre a cor dos táxis, a pedido de um outro grupo de taxistas, que defende o branco.

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, ressalta que a questão sempre dividiu os permissionários e salienta que a categoria nunca chegou a um consenso sobre a mudança da cor. Os que defendem a manutenção do “laranja”, como popularmente é chamado o vermelho ibérico, entendem que ela facilita a identificação do automóvel e dá mais segurança para o serviço.

O grupo contrário entende que a cor branca gera benefícios, por ser de fábrica, sem custo ao comprador do veículo e sem desvalorização na venda. Entretanto, para pintar o carro de branco (caso hoje ele seja vermelho-ibérico), o gasto médio estimado é de R$ 2,5 mil. Já o valor para “envelopar” um carro com a cor vermelho-ibérico custa em torno de R$ 500.

EPTC ainda examina texto da lei

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que a redação final da Lei, recebida da Câmara, permanece em análise para a criação de uma regulamentação, que contenha prazos, cronograma e como serão cobradas e fiscalizadas as alterações na legislação.