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  • 02/09/2016
  • 09:47
  • Atualização: 11:24

"Protesto foi afronta à paz pública", declara comandante da BM

Foram registrados atos de vandalismo nas ruas de Porto Alegre

Protesto é afronta à paz pública, diz comandante da BM  | Foto: Tiago Medina / Especial / CP

Protesto é afronta à paz pública, diz comandante da BM | Foto: Tiago Medina / Especial / CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, afirmou que  protesto contra o governo Temerrealizado nas ruas de Porto Alegre nessa quinta, foi uma "afronta à paz pública" e, por isso, contou com a intervenção da BM. 

"A nossa intenção é garantir os direitos democráticos de todas as pessoas e dar segurança para quem quer protestar de maneira ordeira. O que aconteceu ontem foi uma desordem e não foi um protesto. Muitas pessoas atuaram de maneira violenta e nesta situação a BM sempre irá intervir", disse em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira. 

Ao falar sobre um possível excesso de policiais militares durante a manifestação, Freitas garantiu que qualquer ação da BM fora do escopo legal será punida. "Não podemos permitir que a desordem impere e muitos acharam normal o que aconteceu ontem, mas nós não. O excesso da BM será punido nos termos da lei, porque nós também estamos sujeitos ao Código Penal. O policial militar está bem instruído para trabalhar nos protestos", garantiu.  

No começo da noite dessa quinta, centenas de pessoas voltaram a se mobilizar contra o impeachment de Dilma Rousseff e pedindo a saída de Temer da presidência. 

No caminho da marcha, em sua grande maiora pacífica, foram registrados atos de vandalismo, como a depredação da fachadas de agências bancárias e a pichação de alguns contêineres de lixo, alguns deles incendiados.

Caxias do Sul 

Alfeu Freitas relatou ainda que foi instaurado um processo investigativo para apurar a atuação dos policiais militares durante a prisão de um advogado em uma manifestação ocorrida em Caxias do Sul, na Serra. Freitas admitiu excessos. "A nossa avaliação é que aquilo fugiu da técnica policial e já foi instaurado o processo para investigar e apurar quem são os responsáveis. Toda a circunstância que provocou a situação será investigada porque a BM é um órgão transparente. Nós consideramos o incidente como um fato isolado e, é claro, que serve de exemplo negativo para os policiais militares que estão atuando nas manifestações", declarou o comandante.