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  • 24/11/2016
  • 21:22
  • Atualização: 21:28

Ricardo Neis é condenado a mais de 12 anos de prisão

Bancário respondeu por 11 tentativas de homicídio ao atropelar grupo de ciclistas em 2011

Ricardo Neis é condenado a mais de 12 anos de prisão | Foto: Guilherme Testa

Ricardo Neis é condenado a mais de 12 anos de prisão | Foto: Guilherme Testa

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O bancário Ricardo Neis, acusado de atropelar 17 ciclistas em 2011, no bairro Cidade Baixa, foi considerado culpado pelos jurados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul na noite desta quinta-feira. O juiz Maurício Ramires condenou o motorista a 12 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Ele poderá recorrer da sentença em liberdade.

O segundo dia de julgamento do bancário Ricardo José Neis foi marcado por um acontecimento inusitado na manhã desta quinta-feira na 1ª Vara do Júri no Foro Central da Capital. A sessão em que o réu prestava depoimento foi interrompida 30 minutos após o seu início, pois uma jurada admitiu ao juiz Maurício Ramires ter cochilado durante a fala de Neis. O magistrado determinou que o bancário contasse tudo novamente. O réu sustentou que existe uma série de mentiras, que distorceram os fatos do acidente. Neis responde por 11 tentativas de homicídio e cinco lesões corporais.

Após o depoimento do réu, ocorreram os debates entre acusação e defesa. Houve réplica e tréplica. Pelo Ministério Público atuaram os promotores de Justiça Eugênio Amorim e Lúcia Helena Callegari. Carregado de livros, que chamou de “munição”, Amorim chegou confiante ao Foro. Ele observou que os ciclistas foram “colhidos pelo carro do réu por trás, de modo violento”. Disse que o primeiro dia de julgamento foi “importante para fazer justiça”, citando como exemplo o vídeo do momento do atropelamento. “Este júri é histórico, pois julgamos o que pensamos a respeito da conduta humana”, comentou Amorim.

A defesa coube ao advogado Manoel Pedro Castanheira. No início da manhã, antes do começo da sessão, ele destacou que estava preparado para “responder à altura” as acusações contra seu cliente. Em sua defesa, Castanheira pediu aos jurados que não condenassem Neis a uma pena tá grave, como os 25 anos pedidos pelo MP. O advogado ressaltou que o bancário “sentia medo por ele e pelo filho no momento do atropelamento”. “Eu acredito na inocência dele (Neis)”.

O atropelamento ocorreu em 25 de fevereiro de 2011. Um grupo de ciclistas do movimento Massa Crítica foi atropelado pelo Golf conduzido por Neis, no bairro Cidade Baixa.