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Porto Alegre, terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

  • 06/01/2017
  • 15:11
  • Atualização: 15:27

Em nota oficial, Temer lamenta morte de 33 detentos em Roraima

Presidente colocou todos os meios federais à disposição para auxiliar em ações de segurança pública

Temer lamenta morte de 33 detentos em Roraima | Foto: Andressa Anholete / AFP / CP

Temer lamenta morte de 33 detentos em Roraima | Foto: Andressa Anholete / AFP / CP

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Em nota divulgada nesta sexta, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto afirmou que o presidente Michel Temer lamentou a morte de 33 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista. O comunicado diz que Temer "se solidarizou com o povo do Estado" e telefonou para a governadora de Roraima, Suely Campos, para colocar "todos os meios federais à disposição para auxiliar em ações de segurança pública".

Segundo o texto, a governadora informou que a situação já estava sob controle e que, neste momento, não seria necessária a presença federal. "Ficou acertado que as autoridades estaduais manterão permanente contato com o Ministério da Justiça para trocar informações sobre a evolução da situação de segurança em Boa Vista", diz a nota.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, documentos do dia 24 de novembro do ano passado apontam que a governadora enviou ofício ao Ministério da Justiça solicitando apoio do governo federal para atuar no sistema prisional de Roraima, em caráter de urgência, mas o pedido foi negado.

A nota do Planalto, porém, diz que Suely "agradeceu a liberação pelo governo federal de R$ 45 milhões do Fundo Penitenciário, na última semana de 2016, para a construção de nova unidade prisional e para compra de equipamentos e armamentos destinados à área de segurança de Roraima".

Silêncio

Depois das críticas por ter ficado até quinta-feira em silêncio diante do massacre semelhante ocorrido entre domingo e segunda-feira em Manaus, Temer optou pela nota oficial para se manifestar de maneira mais rápida sobre o novo episódio. Ele também adotou um tom mais sóbrio do que usado nesta quinta, quando afirmou que as 56 mortes no Complexo Anísio Jobim se tratavam de um "acidente pavoroso".