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Porto Alegre, terça-feira, 23 de Outubro de 2018

  • 08/01/2018
  • 10:19
  • Atualização: 16:12

Sete são investigados por ritual macabro que teria sacrificado crianças argentinas

Delegado revelou que investigação ainda procura três pessoas que estão foragidas

Capa e máscara usadas pelo bruxo durante o ritual | Foto: Álvaro Grohmann / Especial / CP

Capa e máscara usadas pelo bruxo durante o ritual | Foto: Álvaro Grohmann / Especial / CP

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A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira, detalhes sobre o suposto ritual de magia negra envolvendo as duas crianças que foram esquartejadas e tiveram partes dos corpos jogadas em estrada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. De acordo com o delegado Moacir Fermino, da 2ª Delegacia de Homicídios da cidade, sete pessoas estão envolvidas no crime, considerado por ele "bárbaro, horrendo e terrível". Quatro estão presas, e outras três seguem foragidas. 

Entre os suspeitos, quatro já estão presos e os outros três com prisão preventiva decretada. Ainda no dia 27 de dezembro, um "bruxo" que teria executado o ritual de sacrifício, foi preso pela Polícia Civil. Ele é renomado na área e já andou por todas as partes do mundo, segundo Fermino. 

Entre os presos estaria um homem que teria encomendado o ritual em busca de prosperidade nos negócios - e o filho dele, que teria participado de rituais no templo localizado em Gravataí. O quarto preso foi detido na sexta-feira. Há ainda três foragidos.

De acordo com o delegado, as crianças seriam da região de Misiones ou Corrientes, na Argentina, e teriam sido trocadas - provavelmente por traficantes - por um caminhão roubado. Elas teriam sido sacrificadas em um ritual encomendado por dois sócios de uma empresa imobiliária de Novo Hamburgo.

Segundo a polícia, os sócios queriam trazer desenvolvimento e prosperidade aos negócios imobiliários, além de venda e compra de veículos. Para realizar o rito macabro, um dos suspeitos que se autodenomina bruxo, teria exigido R$ 25 mil à vista, além das duas crianças de mesmo sangue.

As crianças - irmãos por parte de mãe - teriam sido alcoolizadas, de acordo com o delegado, e depois teriam tido a cabeça decapitada. Os outros membros teriam sido cortados depois. Há suspeita de que os participantes do ritual teriam bebido o sangue delas e ainda de que o menino e a menina teriam sofrido abusos sexuais.

Durante as buscas no templo, a Polícia Civil apreendeu a capa e uma máscara que teria sido usada pelo bruxo durante o ritual e ainda documentos que comprovariam as atividades. Os materiais estariam em um cofre, que a Polícia demorou cerca de cinco horas para conseguir abrir.