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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de Abril de 2018

  • 12/01/2018
  • 14:44
  • Atualização: 15:33

BM convoca policiais militares do interior para reforçar segurança no julgamento de Lula

Medida foi definida nesta sexta-feira pelo secretário da Segurança e o subcomandante da BM

BM terá reforço de efetivo do interior para julgamento de Lula | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

BM terá reforço de efetivo do interior para julgamento de Lula | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

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  • Marco Aurélio Ruas

Com a proximidade do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 24 de janeiro, algumas medidas de segurança começaram a ser anunciadas. A Brigada Militar convoca, a partir da próxima semana, policiais militares do interior e do litoral para reforçar a segurança em Porto Alegre. Serão chamados policiais do Batalhão de Operação Especial (BOE) de Santa Maria e de Passo Fundo para Porto Alegre. E também, de forma gradativa, policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC), que estão na Operação Golfinho, no Litoral gaúcho.

Em nota, a SSP confirmou que a medida faz parte do planejamento estabelecido pelo Gabinete de Gestão Integrada instalado para o acompanhamento do julgamento. A decisão ocorreu dois dias após as lideranças das bancadas estaduais do PT, do PCdoB e do PSOL solicitarem uma audiência com o governador José Ivo Sartori para tratar da segurança durante as manifestações programadas para os dias 22, 23 e 24. Na oportunidade, o chefe de Gabinete do Governador, João Carlos Mocellin, afirmou que o assunto estava sendo conduzido pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI).

Julgamento altera rotina de tribunal

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) e a Seção Judiciária do Rio Grande do Sul (SJRS) também divulgaram alterações em seus expedientes e a suspensão dos prazos processuais e das intimações nos processos físicos e eletrônicos em trâmite nas duas instituições nos dias 23 e 24.

No dia anterior ao julgamento, o expediente nos dois locais será apenas pela manhã. No dia do julgamento não haverá expediente na SJRS. Já no TRF4, apenas os servidores diretamente envolvidos com a realização e apoio da sessão de julgamento estão convocados. “A suspensão leva em conta as medidas que estão sendo adotadas pelos órgãos de segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal para garantir a segurança do público interno e externo durante a realização do julgamento”, justificaram as duas instituições em nota.