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  • 16/04/2018
  • 14:15
  • Atualização: 14:46

Ministro da Segurança Pública atribui execução de Marielle à atuação de milícias

Raul Jungmann afirmou que polícia está com uma pista fechada e tem caminhado bastante

Vereadora realizou denúncias de violência policial contra moradores de favelas | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

Vereadora realizou denúncias de violência policial contra moradores de favelas | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

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O ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira, que as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontam a atuação das milícias como a provável causa da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL). Jungmann disse que entende a urgência, mas lembrou que outros casos críticos, como o assassinato da juíza Patrícia Acioli e a morte do pedreiro Amarildo, na Rocinha, levaram mais de dois meses para serem concluídos.

“Eles estão com uma pista fechada e têm caminhado bastante. A mais provável hipótese remete o crime à atuação de milícias no Rio de Janeiro”, comentou, ressaltando o empenho da polícia em elucidar o fato. “O caso da Marielle tem 30 dias. Entendo a urgência, entendo o impacto do que aconteceu, mas lembro que o chefe da polícia civil, Rivaldo Barbosa, era amigo pessoal da Marielle. Ela fazia a ponte entre o (deputado estadual) Marcelo Freixo e as milícias”, disse.

Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos na noite do dia 14 de março, na região central da capital carioca. A vereadora era militante do movimento negro e de direitos humanos. Durante o seu mandato no Rio, realizou denúncias de violência policial contra moradores de favelas.