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  • 16/05/2018
  • 17:28
  • Atualização: 11:01

Câmara de Planalto aguarda "informações oficiais" para decidir destino de prefeito

Antonio Carlos Damin é acusado de pedofilia contra menina de 13 anos

Antonio Carlos Damin é acusado de pedofilia contra menina de 13 anos | Foto: MP-RS / Divulgação CP

Antonio Carlos Damin é acusado de pedofilia contra menina de 13 anos | Foto: MP-RS / Divulgação CP

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A Câmara de Vereadores de Planalto, no Norte do RS, informou que ainda não há "processo político administrativo" contra o prefeito, Antonio Carlos Damin (PDT) pelas acusações de pedofilia. Conforme nota oficial, assinada pelo presidente Ivaldo Luis Stasiak, a Casa Legislativa "aguardará comunicação e informações dos órgãos oficiais competentes".

O texto salienta que o processo corre sob sigilo de justiça, não podendo a Câmara trazer maiores informações. Stasiak manifestou "surpresa" do legislativo que foi informado das acusações de pedofilia contra o prefeito através da imprensa.

Amigo pessoal do prefeito e colega de partido, o presidente da Câmara garantiu, em entrevista à Rádio Guaíba, que a Casa Legislativa tomará as medidas necessárias em relação ao caso, mas ressaltou que é necessário esperar o desfecho da investigação, já que “todos foram pegos de surpresa”. “Existe denúncia, mas não existe prova, quando a Promotoria e a Procuradoria se posicionarem e comprovarem os indícios, vamos tomar uma atitude”.

Stasiak relembrou que o prefeito negou a denúncia. “Ele disse que vai provar que é inocente”, falou o vereador durante a entrevista. Na operação, desencadeada nessa terça-feira, o Ministério Público cumpriu três mandados de busca e apreensão: um no gabinete do prefeito e outros dois nas residências de Damin. A ação tinha o objetivo de apreender documentos e fotos que comprovassem a denúncia. O pedetista também é suspeito de ter envolvimento com outros casos de abuso de menores.

Questionando durante a entrevista, Stasiak disse que conhece a família da menina vítima de suposto abuso. “Conheço os pais dela e posso afirmar que é uma família tumultuada com separações e vícios. É desestruturada’, comentou o parlamentar que logo acrescentou: “Mas isso não quer dizer que pode se inocentar o prefeito”.