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Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 13/06/2018
  • 07:31
  • Atualização: 16:16

Vice-prefeito de Agudo é preso por suspeita de fraude em licitação

Organização criminosa teria causado prejuízo de R$ 1,1 milhão ao poder público entre 2015 e 2016

Operação prendeu cinco pessoas por suspeita de organização criminosa | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Operação prendeu cinco pessoas por suspeita de organização criminosa | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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O vice-prefeito de Agudo Moisés Killian (MDB) foi preso preventivamente nesta quarta-feira durante operação que investiga uma organização criminosa estruturada dentro da prefeitura. Ele e outros três servidores da prefeitura, que não tiveram identidade revelada, são alvos da operação Fogo Fátuo, da Polícia Civil.

Até o momento cinco pessoas foram presas. Os policiais cumprem ainda 35 mandados de busca e apreensão e nove de bloqueios de aditivos e indisponibilidade de bens. A ofensiva ocorre em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre.

Segundo os Delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, as investigações duraram aproximadamente um ano, visando à desarticulação de uma organização criminosa estruturada no Município de Agudo, pelo menos desde o ano de 2012, com atuação dentro da Prefeitura, a partir da Secretaria Municipal de Obras, formada pelo vice-prefeito, seus assessores e motoristas, em conluio com empresários do ramo de máquinas e peças.

A Polícia Civil obteve dados indicando possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação. Eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, visando ao desvio de recursos públicos. O prejuízo estimado, considerando-se apenas os exercícios financeiros de 2015 e 2016, conforme auditorias do Tribunal de Contas do Estado, pode atingir R$ 1,1 milhão.

Em nota, o prefeito de Agudo Valério Vili Trebien disse que se colocou "à disposição da Justiça e da Polícia Civil fornecendo todos os documentos requisitados, colaborando com as investigações".

Contraponto

O advogado Áureo Alberto Müller, defensor do vice-prefeito de Agudo, Moisés Killian, disse que está estudando o processo para ver o que ocasionou a prisão preventiva. Müller ressaltou que teve acesso ao documento no final da tarde desta quarta-feira. "Com certeza vou pleitear a liberdade de meu cliente. Posso entrar com um pedido de liberdade provisória para a juíza de Agudo ou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça".