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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Junho de 2018

  • 13/06/2018
  • 13:46
  • Atualização: 15:20

Esquema de fraude em licitação teria desviado até R$ 1,1 milhão da prefeitura de Agudo

Organização era formada pelo vice-prefeito e outros três servidores

Operação da Polícia Civil prende suspeitos de envolvimento em esquema de fraudes de licitação | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Operação da Polícia Civil prende suspeitos de envolvimento em esquema de fraudes de licitação | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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Uma investigação da Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa que atuava dentro da prefeitura de Agudo para fraudar licitações. O esquema - que teria envolvimento do vice-prefeito Moisés Killian (MDB) e de outros três servidores - teria causado prejuízo, entre 2015 e 2016, de R$ 1,1 milhão aos confres públicos, conforme auditorias do Tribunal de Contas do Estado, pode atingir.

Em ofensiva nesta quarta-feira, a Polícia Civil prendeu Killiian e outras seis pessoas - que não tiveram identidade revelada. Foram apreendidos ainda documentos e armas. A ação, batizada de Fogo Fatuo e comandada pelos titulares da DEAT, delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter,  cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, nove mandados de prisão preventiva e outras nove ordens de bloqueios de aditivos e indisponibilidade de bens em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre.  

Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, as investigações duraram cerca de um ano e apuram a existência do esquema desde 2012 na Prefeitura de Agudo a partir da Secretaria Municipal de Obras. O trabalho investigativo envolveria o vice-prefeito, seus assessores e motoristas, junto com empresários do ramo de máquinas e peças.

Os policiais civis obtiveram dados indicando possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação. Conforme os agentes, notas fiscais eram solicitadas com valores superfaturados visando ao desvio de recursos públicos.

Os delegados ressaltaram que a operação teve por finalidade a prisão dos principais alvos, a apreensão de documentos que reforcem a prova da prática dos crimes ora investigados, o sequestro de patrimônio e a verificação da participação de outros agentes públicos no cometimento das condutas referidas. Em nota, o prefeito de Agudo Valério Vili Trebien disse que se colocou "à disposição da Justiça e da Polícia Civil fornecendo todos os documentos requisitados, colaborando com as investigações".