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Porto Alegre, sábado, 20 de Outubro de 2018

  • 11/10/2018
  • 10:44
  • Atualização: 14:27

Chefe de Polícia pede que investigações do caso da jovem que teve corpo marcado sejam retomadas

Mulher, de 19 anos, teria sido agredida por três homens

Jovem foi agredida e teve corpo marcado com canivete | Foto:  Reprodução Facebook / Divulgação / CP

Jovem foi agredida e teve corpo marcado com canivete | Foto: Reprodução Facebook / Divulgação / CP

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O chefe da Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, informou, nesta quinta-feira, que novas digiligências serão feitas para apurar o caso da jovem, de 19 anos, que teria sido agredida e que teve o corpo marcado com um canivete em Porto Alegre.

Pelo Twitter, Wendt disse que já solicitou ao diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, o delegado Fábio Lopes, que dê continuidade à investigação para esclarecer o fato. "Não podemos deixar de analisar todas as circunstâncias que envolvem a alegada agressão, sua motivação e como teria ocorrido. Também, cabe a verificação de incidência de algum outro tipo penal", destacou o chefe de Polícia pelo Twitter. Também será investigada a possibilidade de ter ocorrido uma falsa comunicação de crime. 

A investigação foi suspensa nessa quarta-feira após a jovem ter desistido de fazer a representação criminal. O caso teria ocorrido na rua Baronesa do Gravataí, no bairro Cidade Baixa, na última segunda-feira. Após descer do ônibus, por volta das 19h30min, a estudante disse que foi abordada por três homens, que seriam responsáveis por agredi-la verbalmente e fisicamente. Depois, o trio ainda teria feito uma marca com o canivete na barriga da vítima. 

O delegado que investigava o caso, Paulo Jardim, disse que, apesar da marca ser semelhante à suástica (símbolo nazista), o desenho seria uma reprodução de um símbolo budista.

O caso também pode ser analisado pelo Ministério Público. Mas apenas depois de ser remetido pela Polícia Civil como inquérito ou termo circunstanciado. A partir daí, o juiz recebe o documento e só depois passa para o MP - que pode analisar e seguir a investigação. Esse processo pode demorar de um mês até seis meses.