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  • 09/11/2018
  • 11:09
  • Atualização: 12:16

Família ligada à morte do jogador Daniel é transferida para penitenciária no Paraná

Outras três testemunhas que afirmam ter presenciado o crime foram ouvidas pela polícia

Daniel Freitas foi assassinado no dia 27 de outubro | Foto: Divulgação / São Paulo FC / CP

Daniel Freitas foi assassinado no dia 27 de outubro | Foto: Divulgação / São Paulo FC / CP

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O empresário Edison Brittes, que confessou ter matado o jogador Daniel Freitas, ex-atleta do São Paulo e Coritiba, foi transferido na quinta-feira para o Centro de Triagem I, em Curitiba. A esposa dele, Cristiana, e a filha, Allana, foram encaminhadas para a Penitenciária Feminina, em Piraquara, na região metropolitana da capital. Eles cumprem prisão temporária pela morte do atleta no dia 27 de outubro e estavam detidos na Delegacia de São José dos Pinhais.

• Testemunhas desmentem versão de suspeitos de matar Daniel

Antes de serem levados para os novos locais de detenção, Edison, Cristiana e Allana passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

A transferência tripla aconteceu no mesmo dia em que os jovens David Willian Villero Silva, de 18 anos, e Igor King, de 20, se apresentaram à polícia. Eles se juntaram a Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19, preso na última quarta-feira, em Foz do Iguaçu (PR), e também devem ser transferidos, após serem ouvidos pela polícia. Os três jovens tiveram a prisão decretada na última quarta-feira sob suspeita de ligação com o crime, já que estavam no veículo em que o corpo foi levado para o local de desova.

O advogado Allan Smaniotto, que defende os suspeitos, afirmou em coletiva, que os jovens foram coagidos a entrarem no carro. "O que eu posso dizer agora é que eles estavam com medo, foram ameaçados e coagidos pelo Edison", comentou. O promotor do caso, Milton Sales, disse, porém, que a ação foi planejada. A família do jogador Daniel também foi à polícia. Os parentes não deram depoimento para a imprensa.

O Caso

O crime aconteceu na noite de 27 de outubro, quando, após a comemoração do aniversário de 18 anos de Allana em uma casa noturna de Curitiba, um grupo de amigos foi até a casa da família Brittes, em São José dos Pinhais. Lá,

Daniel chegou a fazer fotos deitado ao lado da mulher de Edison, o que teria provocado a sua morte. O empresário alegou que ele estava tentando estuprar a sua mulher, mas a versão foi descartada pela polícia.

O empresário, a mulher e a filha serão indiciados por homicídio e coação de testemunhas. Segundo laudo preliminar do Instituto Médico-Legal (IML), o atleta morreu por causa de ferimentos com arma branca - além de ter seu pênis decepado, Daniel teve parte de seu pescoço cortado.