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  • 06/12/2018
  • 15:17
  • Atualização: 15:59

Inquérito sobre assassinato da menina Eduarda reúne mais de 500 páginas

Corpo foi encontrado às margens do rio Gravataí, na ERS 118, no dia 22 de outubro

Inquérito sobre assassinato da menina Eduarda reúne mais de 500 páginas | Foto: Alina Souza

Inquérito sobre assassinato da menina Eduarda reúne mais de 500 páginas | Foto: Alina Souza

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O inquérito que investiga o assassinato da menina Eduarda Herrera de Mello, que no próximo dia 22 completa dois meses, já reúne mais de 500 páginas. O trabalho investigativo soma 64 diligências, 53 oitivas, recebimento de 50 laudos periciais, análise de imagens de 14 câmeras de monitoramento e checagem de 50 denúncias anônimas. O caso está sob segredo judicial.

A titular da Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente Vítima (DPCAV) do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (DECA), delegada Andrea Magno declarou que é uma investigação difícil.  "Temos testemunhos somente de crianças e as imagens de câmeras são noturnas. Tudo isso dificulta". No entanto, deixou claro que os policiais seguem investigando tudo o que é possível. "O inquérito de 500 páginas realmente demonstra isso. Nossa intenção é com certeza chegar na autoria desse crime. Todas as linhas de investigação estão sendo verificadas, mas algumas já foram afastadas. Estamos agora trabalhando com algumas hipóteses", explicou.

Perícia do local do crime

Segundo a delegada, a participação do Instituto-Geral de Perícias está sendo fundamental. "O IGP está sendo um grande parceiro. Contamos com a colaboração deles. Os laudos são muitos importantes”, destacou. "A perícia de local de crime é muito importante. Houve toda uma preocupação em preservar a cena do crime", afirmou, referindo-se ao lugar em que o corpo foi encontrado após a menina ter sido levada por um indivíduo em um veículo na frente de casa no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, na noite do dia 21 de outubro, um domingo.

Ela confirmou que o roller, usado pela criança no momento em que foi arrebatada, ainda não foi localizado. No momento da descoberta do corpo o brinquedo não estava mais nos pés da vítima que foi morta afogada na beira do rio Gravataí, em um barranco ao lado da ERS 118.