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  • 19/04/2016
  • 14:35
  • Atualização: 15:32

Renan prevê instalação da Comissão de Impeachment no Senado na próxima terça

Oposição queria esforço concentrado no feriado e no fim de semana para acelerar o processo

Calheiros quer comissão especial instalada na próxima terça-feira | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

Calheiros quer comissão especial instalada na próxima terça-feira | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

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  • Correio do Povo e AE

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta terça-feira que a Comissão Especial de Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Casa só será efetivamente criada na próxima terça-feira. A oposição queria um esforço concentrado do Senado no feriado de quinta-feira e até no final de semana para acelerar o processo, mas isso não deverá acontecer. A informação é do site R7

Segundo Renan Calheiros, os partidos têm até sexta para apresentar suas indicações à comissão de impeachment. Hoje será feita em Plenário a leitura do parecer aprovado na Câmara. Uma reunião de líderes foi realizada no Senado para discutir o processo. Ao sair do encontro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que a comissão especial do impeachment seguirá proporcionalidade de blocos e não de partidos.

"Se os líderes indicarem hoje (os integrantes da comissão), nós realizaremos hoje a eleição em plenário. Se os líderes se recusarem a indicar, que é o caso, ficou demonstrado sobejamente na reunião, o presidente indicará os integrantes", afirmou o presidente do Senado.

Renan reconheceu que a atual situação por que passa Dilma é diferente do impeachment em 1992 de Fernando Collor. O peemedebista disse que, na ocasião, os eventos favoreceram que a comissão fizesse no mesmo dia a votação do parecer que acabou determinando a instauração do processo e o afastamento do então presidente. A votação à época ocorreu três horas após a criação do colegiado.

O presidente do Senado disse que o rito será ditado pela comissão especial, que terá até dez dias úteis para apreciar o pedido sobre Dilma. "Se ela entender que no mesmo dia pode votar o parecer, como foi em 92, ela pode", avaliou. Questionado se defende uma decisão rápida como foi em 1992, ele se esquivou: "Não vou fazer nada, absolutamente nada, que fira minha condição de julgador nesse processo."

Mesmo com a provável demora da comissão de votar o parecer, o peemedebista prevê que a decisão sobre se a presidente deve ser afastada do cargo e o vice-presidente Michel Temer assumir interinamente ocorrerá no dia 10 de maio - como havia sido divulgado pela assessoria técnica dele.

O presidente do Senado classificou como um "horror" as divergências que surgiram durante a reunião de líderes em que ficou decidido, por maioria, que a escolha dos integrantes da comissão será feita por blocos partidários e não por partidos individualmente. A composição por blocos favorece a oposição, e aliados do governo estudam até contestá-la.

Após a reunião desta segunda, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, Renan disse que vai obedecer à seguinte hierarquia para dirimir eventuais dúvidas sobre o roteiro do impeachment: Constituição, acórdão do STF, regimento interno do Senado e a lei especial de 1079, que trata dos crimes de responsabilidade.