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  • 07/01/2016
  • 23:55
  • Atualização: 00:04

Sebastião Melo reitera candidatura a prefeito e projeta oposição dividida

Vice-prefeito de Porto Alegre prevê candidaturas independentes de PT, PCdoB e PSol

Vice-prefeito de Porto Alegre prevê candidaturas independentes de PT, PCdoB e PSol | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

Vice-prefeito de Porto Alegre prevê candidaturas independentes de PT, PCdoB e PSol | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

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  • Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Confirmado para disputar a corrida eleitoral em outubro, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, do PMDB, reiterou nesta quinta-feira que quer governar a cidade, embora reconheça a força da oposição. Além de correr o risco de ver rompida uma aliança que manteve rodízio de 12 anos entre o PDT e o PMDB na cabeça de chapa, Melo também assume o desafio de mudar o cenário apontado pelas pesquisas de intenção de voto.

Ele afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, não descartar que se confirme a candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB). Ele também disse não acreditar em uma união da esquerda em Porto Alegre, e estimou que o PT também entre na disputa. O vice-prefeito declarou que valoriza Luciana Genro, do PSol. “Ela é uma boa candidata, com experiência e qualificada, agora não acredito que a Manuela vá desistir. Também acho que o PT é uma grande força e deve concorrer, mas não compete a mim essa análise”, ponderou.

Luciana aparece em segundo nas pesquisas, atrás de Manuela D’Ávila, que recuou na intenção de candidatar-se depois da maternidade. Melo vem aparecendo em quarto lugar e Vieira da Cunha do PDT, em terceiro. O PDT, contudo, ainda não confirmou Vieira e até mesmo o nome do senador Lasier Martins é sondado.

Já lideranças do PT dizem compactuar com a análise de Sebastião Melo. O potencial candidato do partido a prefeito, Raul Pont, concorda que a esquerda não vem unida para o primeiro turno. “Primeiro, nós temos essa indefinição da Manuela D’Ávila e o próprio PSol já lançou a Luciana, o que afasta a possibilidade de um bloco. Por isso, defendo que o PT, maior partido do campo da esquerda, tenha candidatura própria como os demais e que haja um acordo para nos unirmos em torno de quem for para o segundo turno”, projetou.

Nesse meio tempo, cercado pela indefinição, o vice-prefeito se preocupa em não perder apoios. Melo esteve reunido com a deputada estadual Any Ortiz, do PPS. No fim do ano passado, ela demonstrou interesse em também concorrer a prefeita, mas agora recua após sofrer resistência no partido, e em função do desejo de se dedicar ao mandato. A deputada não se furtou, porém, de tratar de questões eleitorais com Melo. “Não sei se é o momento para o meu nome, queremos estar na majoritária e isso ajudaria na formação da bancada. Nosso foco também tem que estar na eleição de vereadores, um, dois ou três. Hoje, só temos um suplente, que por vezes, tem assumido”, avaliou.

Com as mudanças da chamada minirreforma eleitoral, o período de convenções, para definir candidatos, ficou para o mês de agosto.