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  • 25/08/2016
  • 23:36
  • Atualização: 07:36

Wantuir Jacini pede exoneração de Secretaria da Segurança Pública do RS

Governador Sartori aceitou saída e constituiu "Gabinete de Crise" após latrocínio em frente a colégio

Secretário pede para deixar cargo em meio a onda de violência | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Secretário pede para deixar cargo em meio a onda de violência | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

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  • Correio do Povo

O secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, pediu exoneração do cargo na noite desta quinta-feira. A informação foi confirmada pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul em nota oficial. De acordo com o comunicado, o governador José Ivo Sartori "acabou de constituir um Gabinete de Crise, que será coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli". Enquanto não for nomeado o novo secretário, esse gabinete responderá pela área.

A decisão foi decretada após o marcante caso de latrocínio da mãe de um aluno do Colégio Dom Bosco, em frente à instituição de ensino. Segundo a nota, "a equipe do governo do Estado se solidariza com os familiares das vítimas da criminalidade, especialmente de Cristine Fonseca Fagundes, assassinada violentamente nesta quinta-feira".

Uma reunião foi marcada as 8h desta sexta-feira no Palácio Piratini. No encontro, serão tratadas "novas providências e ações na área" e Sartori deverá se pronunciar na imprensa.

Sobre a saída de Jacini, o Piratini fez uma despedida elogiosa formal. "O governador agradece ao secretário Jacini pelos serviços prestados, por quem nutre alto apreço pessoal por suas virtudes profissionais e morais."

A exoneração do cargo ocorreu no pico de uma semana marcada pela violência na região Metropolitana de Porto Alegre. Nos últimos dias, o assassinato de uma médica na avenida Sertório, um triplo homicídio em Alvorada, a execução de um homem na porta do Hospital São Lucas da PUC e, nesta quinta, o latrocínio de uma mulher que havia ido buscar seu filho em um colégio particular geraram bastante repercussão. Índices de criminalidade, como latrocínio e homicídio doloso, também registraram alta na gestão Sartori.