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Porto Alegre, terça-feira, 23 de Maio de 2017

  • 03/05/2017
  • 15:57
  • Atualização: 15:58

Sartori cobra postura ativa de secretários: "Do céu só vem chuva de pedra e cocô de passarinho"

Governador empossou Fábio Branco na Casa Civil

Governador empossou Fábio Branco na Casa Civil | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

Governador empossou Fábio Branco na Casa Civil | Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP

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  • Flavia Bemfica

Ao seu estilo, o governador José Ivo Sartori cobrou nesta quarta-feira uma postura mais ativa dos secretários nas negociações para aprovação dos projetos do ajuste fiscal do Executivo que ainda estão na Assembleia. Sartori disse que os secretários não podem ficar esperando que as coisas aconteçam. “Nada vem do céu, a não ser chuva de pedra e cocô de passarinho”, comparou o governador, arrancando risos da pequena plateia, formada por alguns deputados, integrantes do primeiro escalão e assessores que participavam da transmissão de cargo na Casa Civil, no final da manhã. Com a cerimônia, se efetivou a troca de cadeiras entre Fábio Branco, antes secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e que agora passa a comandar a Casa Civil; e Márcio Biolchi, que deixou a Casa Civil e foi para o Desenvolvimento Econômico.

Mais sério, Branco disse, ao final do ato, que vai imprimir um novo ritmo nas articulações com o Legislativo, que considera sua principal atribuição. “Agora é uma nova etapa, até porque os projetos são muito mais complexos, então vamos acelerar e aperfeiçoar a relação com a Assembleia. Minha prioridade é uma relação mais próxima”, definiu. Segundo ele, a agenda de votações será construída em uma reunião de estratégia na próxima segunda-feira.

O governo ainda não tem os votos necessários para aprovar parte dos projetos, entre eles a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da exigência de plebiscito para a venda da CEEE, da Sulgás e da CRM. A PEC necessita de 33 votos, em dois turnos de votação. Por isso, o Executivo trabalha para tentar fechar uma conta hoje improvável: ‘cavar’ dois votos no PDT; negociar uma ‘virada’ no PSB, que tem três deputados; e isolar o deputado Luís Augusto Lara, contrário à PEC, no PTB, garantindo os outros quatro votos da sigla.