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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

  • 18/05/2017
  • 19:33
  • Atualização: 22:19

Manifestantes fazem ato contra Michel Temer no Centro de Porto Alegre

Protesto pede renúncia do presidente e convocação de eleições diretas

Protesto pede renúncia do presidente e convocação de eleições diretas | Foto: Fabiano do Amaral

Protesto pede renúncia do presidente e convocação de eleições diretas | Foto: Fabiano do Amaral

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  • Correio do Povo

Centenas de pessoas se reuniram no começo da noite desta quinta-feira no Centro de Porto Alegre para uma manifestação contra o presidente Michel Temer. O ato iniciou a concentração na Esquina Democrática pouco antes das 18h e, em seguida, saiu em caminhada.

Chamada por centrais sindicais e partidos de esquerda, a manifestação pede a renúncia do Temer, após a divulgação de que, em um encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, o presidente teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada para garantir o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Em pronunciamento nessa tarde, Temer descartou renunciar e negou as denúncias.

Enquanto líderes dos movimentos se revezavam no carro de som, os manifestantes entoavam gritos de “fora Temer” e contra as reformas da previdência e trabalhistas, enviadas pelo governo ao Congresso. Além da renúncia de Temer, o ato pede a realização de eleições diretas para escolher o novo presidente.

Após cerca de uma hora e meia de ato na Esquina Democrática, os manifestantes iniciaram caminhada pela avenida Borges de Medeiros em direção ao bairro Cidade Baixa. Em razão do ato, o trânsito foi bloqueada na via, a partir da avenida Salgado Filho.

Houve manifestações também no interior do Estado. Em cidades como Santa Maria e Pelotas, manifestantes saíram às ruas para pedir a saída de Michel Temer.

Confronto com a BM

A manifestação teve momentos de tensão com a Brigada Militar em Porto Alegre. Após chegarem ao bairro Cidade Baixa, um grupo de manifestantes caminhou em direção à avenida Ipiranga. Lá, alguns motoristas tentaram furar os bloqueios feitos pela caminhada, o que gerou confronto com a polícia.

A primeira tentativa de furar o bloqueio houve na esquina das avenidas Ipiranga com Azenha. Ali, alguns manifestantes obrigaram o motorista a dar marcha ré. A polícia reagiu com bombas de gás.

Na esquina da Ipiranga com Érico Veríssimo outros três carros tentaram furar o bloqueio. Alguns manifestantes atiraram pedras nos veículos. Novamente a BM reagiu com gás. Ninguém foi preso no confronto.