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  • 13/07/2017
  • 12:48
  • Atualização: 13:39

Lula cobra provas para condenação e se lança à disputa pela Presidência

Em tom desafiador, ex-presidente fez primeiro pronunciamento após condenação na Lava Jato

Condenado, Lula lançou-se à disputa pelo Planalto | Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP

Condenado, Lula lançou-se à disputa pelo Planalto | Foto: Miguel Schincariol / AFP / CP

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  • Correio do Povo

“Se alguém pensa que com esta sentença me tirou do jogo, pode saber: eu estou no jogo.” Com frases como esta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento após ser condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato.

Por cerca de meia hora, Lula reafirmou sua inocência e pediu provas contra ele. “A única prova que existe neste processo, de não sei quantas páginas, é a prova da minha inocência”, afirmou. “Quero fazer um apelo: se alguém tiver uma prova contra mim, diga. Eu preciso. Ficaria mais feliz se eu fosse condenado com base numa prova, se eles me desmascararem.”

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“Eu queria desafiar os meus inimigos que fizessem um esforço para apresentar uma única prova, um papel assinado. O que eles apresentam é um documento rasurado que pode ter sido qualquer um deles”, disparou. “Isto foi utilizado como prova junto na delação de um cidadão com quem tenho respeito, que mudou de opinião de um dia pra outro”, acrescentou, referindo-se à delação do empreiteiro Léo Pinheiro. Segundo Lula, o empresário foi orientado a acusá-lo. “Com base nisso, eu sinceramente, me sinto aliviado porque reconheço quando há uma mentira."

O ex-presidente disse que já esperava a sua condenação desde o ano passado, que, segundo ele, é embasada em mentiras. Também atacou a mídia: “A imprensa já me condenou até agora. Só no Jornal Nacional foram 20 horas. Os tucanos não aguentaram uma capa da Veja, caíram todos. Eu tenho um monte”.

Em meio ao pronunciamento, Lula pediu à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para concorrer nas eleições do ano que vem: "Quero dizer ao meu partido que eu vou reivindicar no PT a minha postulante candidatura”. Lula brincou com Gleisi de que a sigla entrará nas eleições com um candidato com um “processo nas costas”.

“Quem acha que é o fim do Lula, vai quebrar a cara”

Para ele, o Brasil precisa de um governo focado em combater a pobreza: “Este povo não está precisando ser governado por alguém da elite, mas por alguém que sabe a vida dura dos pobres, de alguém que já precisou de emprego, que permita que coloque o pobre outra vez no orçamento do País pra que ele volte a crescer, volte a sorrir. Volte a ter otimismo que tinha de quando governava este pais”, afirmou. “Senhores da casa grande permitam que alguém da senzala faça o que vocês não têm condições de fazer”, acrescentou.

Em tom desafiador, Lula ressaltou que apenas as urnas podem encerrar sua carreira política: “Quem acha que é o fim do Lula, vai quebrar a cara. Na política, somente quem tem direito de decretar o meu fim é o povo”, concluiu.