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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 23:26
  • Atualização: 23:28

Jucá diz que eventual denúncia contra Temer será rejeitada pela Câmara

Segundo o senador, a delação premiada de Funaro deve ter uma investigação aprofundada para ter validade

Segundo o senador, a delação premiada de Funaro deve ter uma investigação aprofundada para ter validade | Foto: Fábio Braga / Folhapress / CP Memória

Segundo o senador, a delação premiada de Funaro deve ter uma investigação aprofundada para ter validade | Foto: Fábio Braga / Folhapress / CP Memória

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  • Agência Brasil

O líder do governo no Senado e presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), disse nesta quarta-feira, após reunião da Executiva Nacional do partido, que a apresentação de uma eventual nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer deverá ser rejeitada pela Câmara dos Deputados, assim como ocorreu na primeira denúncia apresentada contra o presidente.

“Uma segunda denúncia deve ser acatada pela Casa (Câmara dos Deputados) com as desconfianças maiores do que a primeira, tendo em vista a conjuntura, o véu que caiu e se transportou aí todo um preceito de irregularidades que foram identificadas agora no final do mandato do senhor Rodrigo Janot”, disse Jucá. “Agora está se vendo que a organização é Janot, Marcelo Miller, mais alguns procuradores, Joesley (Batista), Sérgio Machado, (Nestor) Cerveró, Delcídio (Amaral). Essas são as companhias de Janot que armaram esse circo”.

Segundo o senador, a delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro, homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, na semana passada, deve ter uma investigação aprofundada para ter validade. A perspectiva é que os fatos delatados por Funaro nas investigações envolvendo os processos em que o colaborador está envolvido sejam usados para basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer.

“Acho que as delações premiadas montadas pelo Rodrigo Janot já deram exemplo do que são. A delação premiada, nessa altura do campeonato, tem que ser muito investigada, muito comprovada para se dar ouvido a ela. Até porque a Polícia Federal não investigou ainda essa delação. É um acordo entre o fornecedor e o procurador, ou seja, é um acordo entre amigos, tem que desconfiar”, disse o senador.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de nova denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, Romero Jucá chamou o procurador-geral da República de “líder de facção”. Na avaliação de Jucá a decisão tomada hoje pelo STF de rejeitar a suspeição de Janot para atuar nas investigações relacionadas ao presidente, iniciadas a partir das delações da JBS, não vai interferir na atuação do Congresso.

“De forma nenhuma (a decisão do STF impacta) no Congresso. O líder dessa facção, o Rodrigo Janot, vai ficar mais dois dias na Procuradoria-Geral da República, o que é lamentável. Porque está acabando (o mandato) de forma muito triste, muito melancólica. Aliás, como eu previ alguns dias atrás. Então, qualquer ato dele hoje está eivado de erros, raiva, de rancor, de tentativa de apagar o rastro de irregularidades para que a nova Procuradoria-Geral da República não encontrasse isso, mas parece que não está dando certo o plano”, disse o senador.

Procurado pela reportagem, a assessoria da PGR informou que Janot não irá se manifestar sobre as declarações do senador Romero Jucá.