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  • 31/07/2017
  • 16:40
  • Atualização: 16:42

PMDB articula apoio de PSDB, PP e PSB a Sartori em 2018

Articuladores do Piratini sonham em convencer Eduardo Leite a concorrer a vice do governador

PMDB articula apoio de PSDB, PP e PSB a Sartori em 2018 | Foto: Guilherme Testa

PMDB articula apoio de PSDB, PP e PSB a Sartori em 2018 | Foto: Guilherme Testa

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  • Flávia Bemfica

O PMDB já colocou em curso as articulações para a disputa ao governo do Estado em 2018. A estratégia se originou no Palácio Piratini e tem por objetivo fechar uma aliança que inclua PSDB, PP e PSB, todos com participação na majoritária estadual. Apelidada de a ‘chapa dos sonhos’ do governador José Ivo Sartori, a majoritária incluiria quatro nomes: Sartori para a reeleição, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) disputando mais uma vez o Senado, o ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB) na outra vaga ao Senado e o ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (PSDB), como candidato a vice. “Esta é a chapa que está no desenho da expectativa de grande parte da sociedade”, admite o presidente estadual do PMDB, o deputado federal Alceu Moreira.

Moreira emenda que, apesar da expectativa, não estariam sendo tratados os nomes no momento, e que o PMDB “não tem a pretensão de dizer aos partidos se eles devem ou não apresentar candidatura ao governo.” Mas completa que o partido está “fazendo um grande esforço para manter a atual base e a continuidade da união destes quatro partidos (PMDB, PSDB, PP e PSB) para nós seria um fator político de grande notoriedade.” Destaca, ainda, que os aliados estão realizando reuniões mensais para tratar do assunto. A próxima será no PP. “É uma tarefa que precisa ser feita com muita calma e muito jeito. Construir um tecido político de centro-direita buscando a harmonia na Assembleia Legislativa para, no próximo governo, fazer as mudanças mais profundas que precisam ser feitas. Vejo os deputados estaduais do PSDB muito a vontade neste processo e muito favoráveis a continuidade da aliança”, projeta.

Conforme outro cacique peemedebista, a estratégia também agradaria o presidente estadual do PSDB, o prefeito Nelson Marchezan Júnior, que, caso o PSDB deixe de apresentar candidato ao governo, não precisará ver testada sua administração já em 2018. E, ainda, pode atender às expectativas de parte do PSDB nacional, que, para lançar um nome à presidência da República, precisará fazer concessões nos estados, abrindo mão de algumas cabeças de chapa. Por fim, o desenho idealizado pelos articuladores do Piratini tira da disputa Eduardo Leite, apontado pelos peemedebistas hoje como o possível principal adversário de Sartori na corrida eleitoral. “É fato que os dois seriam candidaturas do mesmo campo político e que a esquerda, por sua vez, está com um grau de destruição que esvaziou completamente seu discurso, um discurso que não vai ter trânsito neste período eleitoral de 2018”, afirma Moreira.

Na construção da chapa idealizada pelos articuladores palacianos, contudo, há vários entraves. Alas ‘à esquerda’ do PMDB consideram ser suficiente Leite sair da disputa, sem ficar com a vaga de vice, sobre a qual há outro ponto delicado a ser tratado: o futuro do atual vice-governador, José Paulo Cairoli, do PSD. Os próprios conselheiros de Leite consideram a possibilidade de que ele, ao invés de disputar o governo ou ocupar espaço em uma chapa majoritária, opte por uma candidatura a Câmara dos Deputados para, a partir do trabalho como deputado federal, construir sua candidatura ao Piratini em 2022. Quanto ao Senado, para deixar ambas as vagas com siglas aliadas, Sartori precisará ‘queimar’ o ex-governador Germano Rigotto. Internamente, Rigotto já manifestou sua disposição em novamente tentar o Senado em 2018.