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Porto Alegre, terça-feira, 24 de Outubro de 2017

  • 26/09/2017
  • 15:27

Entidades criticam decisão de Sartori de pagar primeiro salários menores do funcionalismo

Cpers, Fessergs e Afisvec chamaram de “inconstitucional” e “demagógica” medida do governo

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  • Ananda Müller / Rádio Guaíba

Após o anúncio do governo do Estado de priorizar o pagamento dos salários menores em vez de parcelar a folha inteira, diferentes entidades de classe se manifestaram sobre a questão. Em comum, o entendimento de que a decisão do governo Sartori é polêmica e que é preciso focar na integralização da folha.

O Cpers Sindicato, que representa os professores e que está em greve há 21 dias, afirmou que o governo está desrespeitando a constituição. “O pagamento até o último dia útil do mês é o que prevê o texto, e a greve vai continuar. Não resolveu absolutamente nada”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.

Além disso, o Cpers ponderou que a lei prevê o pagamento dentro de prazos claros, e que a decisão do governo “foi um belo jogo de marketing, mas não resolveu nada.” Helenir ainda mencionou que a greve deve se fortalecer, já que “professores que têm só uma matrícula de 40 horas não vão receber nada. Nós queremos o pagamento em dia, integral, e nós não queremos que o governo desrespeite a constituição. Nada mudou”.

Já a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Fessergs) comemorou o resultado da pressão da categoria, mas ressaltou que a ação do governo é “colocar o bode na sala”. A fala é do presidente da entidade, Sérgio Arnoud, que também ressaltou que a atitude do governo é inconstitucional e busca “colocar categoria contra categoria”.

Arnoud também reforçou que a Fessergs “vai seguir lutando pelo pagamento integral de todos os salários”, pois não quer privilégios, quer apenas que “a lei se cumpra e que todos tenham acesso ao direito de receber em dia.” Nos últimos dias, a Fessergs obteve uma liminar na justiça que proíbe o governo de cortar o ponto dos servidores caso eles não tenham dinheiro para se transportar até o trabalho.

Para a Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Estadual do RS (Afisvec), a decisão “nada muda”, pois que “receber R$ 200 ou R$ 350 não vai mudar a realidade dos servidores”. O presidente da entidade, Abel Ferreira, ainda considerou a decisão “uma ação demagógica do governo”. A Afisvec também reforçou que vai manter a ação, que já corre em segunda instância, que pede o pagamento de multas e juros sobre os atrasos salariais, mas não deve acionar o Estado juridicamente em relação à decisão desta semana.