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  • 13/03/2018
  • 15:36
  • Atualização: 15:47

STF aceita denúncia e Jucá torna-se réu em processo ligado à Odebrecht

Senador é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro em desdobramento da Lava Jato

Jucá foi delatado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

Jucá foi delatado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

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  • Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nessa terça-feira, por unanimidade, denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o senador Romero Jucá (MDB-RR) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em um desdobramento da Operação Lava Jato. Com isso, será aberta uma ação penal, e o senador passa, pela primeira vez, a figurar como réu no STF. Jucá foi delatado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Mello Filho.

Segundo o executivo, a Odebrecht fez, em 2014, uma doação eleitoral oficial de R$ 150 mil ao diretório regional do MDB em Roraima, ao mesmo tempo em que discutia com o senador a aprovação, no Congresso Nacional, de duas medidas provisórias em benefício da empresa. Para o MPF, o dinheiro foi doado em contrapartida à atuação política de Jucá, que propôs emendas para modificar os textos das MPs 651 e 656, ambas de 2014, de modo a garantir benefícios fiscais ao grupo Odebrecht.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que representa Jucá, afirmou durante o julgamento que o MPF pretende criminalizar a atuação regular do senador como parlamentar. Ele também leu trechos da delação em que se baseou a denúncia, argumentando que, em nenhum momento, Cláudio Melo Filho afirmou, cabalmente, que a doação eleitoral fora contrapartida pela modificação das medidas provisórias.