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  • 05/04/2018
  • 22:04
  • Atualização: 23:05

Multidão faz vígília a favor de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos garante que disposição é "não deixar que prendam" ex-presidente

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos garante que disposição é

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos garante que disposição é "não deixar que prendam" ex-presidente | Foto: Marcelo Chello / AFP / CP

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  • Agência Brasil

Uma multidão de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se concentra no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em protesto contra o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, nesta quinta-feira. Desde as 19h, as pessoas começaram a se reunir no local e, por volta das 21h, uma marcha composta por integrantes da ocupação Povo Sem Medo chegou à porta do sindicato.

Os manifestantes carregam faixas com mensagens de apoio a Lula e gritam “aqui está o povo sem medo de lutar”. O ex-presidente já apareceu na janela do sindicato para cumprimentar seus apoiadores, mas ainda não falou com a imprensa nem com o público. Os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias e a ex-presidente Dilma Rousseff, além do presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Luiz Marinho; do coordenador do MTST e candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos; e do advogado de Lula, Cristiano Zanin, também estão no prédio.

Em cima do carro de som, Boulos afirmou que a decisão do STF foi uma "manobra" que consolidou uma "condenação sem provas". "Estar nesse sindicato contra a prisão de Lula é estar a favor da democracia". Boulos afirmou que a vigília será "de resistência" e que irá durar o tempo que for necessário. "Nossa disposição é não deixar que prendam o Lula", garantiu.

Zanin falou com a imprensa e disse que a expedição do mandado de prisão contraria decisão proferida pelo próprio Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de que deveria se esperar o término de todos os recursos possíveis de serem apresentados a este tribunal, o que ainda não ocorreu. Além disso, segundo o advogado, a defesa não foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida em 23 de março deste ano. A senadora Gleisi Hoffmann considerou a ordem de prisão uma “obsessão” de Moro em relação a Lula.

Conforme a decisão de Moro, Lula terá até as 17h desta sexta-feira para se apresentar em Curitiba à Polícia Federal. O senador Lindbergh Farias, entretanto, disse que Lula não definiu se vai cumprir a ordem voluntariamente. "Na minha avaliação, não tem que se entregar. Se entregar é admitir culpa, não é o caso. Tem de prender o Lula no meio desse mar de gente, numa violência, com repercussão internacional, mas Lula ainda não decidiu, vai decidir só amanhã”, opinou.



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