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  • 16/05/2018
  • 12:37
  • Atualização: 12:49

Brasil considera "arrogante" e rejeita pedido de ex-líderes europeus a favor de Lula

Aloysio Nunes disse que recebeu com "incredulidade" a solicitação para o ex-presidente participar das eleições

Aloysio Nunes criticou pedido de líderes europeus e classificou apelo como

Aloysio Nunes criticou pedido de líderes europeus e classificou apelo como "arrogante" | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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  • Correio do Povo com AFP

O governo brasileiro rejeitou nesta quarta-feira o apelo "preconceituoso, arrogante e anacrônico" de seis ex-chefes de Estado e de governo europeus que pediram a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. "Recebi, com incredulidade, as declarações de ex-chefes de governos europeus que arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro", escreveu o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em seu Twitter.

Nunes disse que os governos europeus pregaram a “violação do estado de direito” já que “qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado em órgão colegiado fica inabilitado a disputar eleições”. E ainda questionou: “Fariam isto em seus próprios países?” O ministro das Relações Exteriores classificou ainda o pedido como "gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas".

O apelo em favor do petista foi assinado pelo ex-presidente francês François Hollande, o ex-primeiro-ministro socialista belga Elio Di Rupo, os ex-presidentes do Conselho italiano social-democratas Massimo d'Alema, Enrico Letta e Massimo Prodi, bem como o ex-chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

Os líderes afirmaram que "a prisão precipitada do Presidente Lula, incansável artífice da redução das desigualdades no Brasil, defensor dos pobres de seu país, só pode despertar nossa emoção". E pediram "solenemente que o Presidente Lula possa amanhã se apresentar livremente ao sufrágio do povo brasileiro" nas eleições presidenciais de outubro.

Lula está preso desde 7 de abril, quando se entregou à Polícia Federal 27 horas depois do mandado de prisão ser expedido pelo juiz federal Sergio Moro. Ele é o favorito nas pesquisas para as eleições de outubro. Mesmo cumprindo pena estipulada em 12 anos e um mês de prisão, o Partido dos Trabalhadores (PT) mantém a candidatura de Lula, que será analisada em agosto pela Justiça eleitoral.


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