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  • 08/07/2018
  • 14:27
  • Atualização: 16:02

Relator da Lava Jato no TRF4 suspende soltura do ex-presidente Lula

João Pedro Gebran Neto tomou a decisão após o conflito entre o desembargador Rodrigo Favreto e o juiz Sérgio Moro

João Pedro Gebran Neto tomou a decisão após o conflito entre o desembargador Rodrigo Favreto e o juiz Sérgio Moro | Foto: TRF4 / Divulgação / CP

João Pedro Gebran Neto tomou a decisão após o conflito entre o desembargador Rodrigo Favreto e o juiz Sérgio Moro | Foto: TRF4 / Divulgação / CP

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O relator da Lava Jato no TRF4 , João Pedro Gebran Neto, suspendeu o habeas corpus concedido pelo desembargador Rodrigo Favreto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. João Pedro Gebran Neto tomou a decisão após decisões conflitantes entre o desembargador Rodrigo Favreto e o juiz federal Sérgio Moro. Com isso, Lula permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Pela decisão de Gebran Neto, não há fato novo que justifique a decisão de soltar o ex-presidente. Segundo o magistrado, não se trata de revisar a decisão do plantonista Rogério Favreto, que determinou a soltura de Lula. "Assim, para evitar maior tumulto para a tramitação deste habeas corpus, até porque a decisão proferida em caráter de plantão poderia ser revista por mim, juiz natural para este processo, em qualquer momento, determino que a autoridade coatora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada da 8ª Turma", decidiu Gebran Neto.

Em seu despacho, Gebran ressalta que convém "esclarecer que a jurisdição de plantão não exclui a competência constitucional por prevenção para questões relacionadas à execução da pena, comoposta no presente habeas corpus". A decisão impede a soltura do ex-presidente, que pode ainda recorrer às Cortes Superiores - Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

O despacho de Favreto causou embate entre as instâncias do Judiciário neste domingo. O juiz Sérgio Moro, relator da Lava Jato na primeira instância, se recusou a cumprir a decisão, alegando que o desembargador era "incompetente para sobrepor-se à decisão" do colegiado da 8ª Turma do TRF4, que determinou a prisão imediata de Lula em abril. Após o despacho do juiz da Lava Jato, Favreto voltou a se manifestar determinando cumprimento imediato da soltura.

"DETERMINO que a autoridade coatora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada da 8ª Turma", diz o texto assinado por Gebran, referindo-se à condenação de Lula a 12 anos e um mês de prisão por corrupção.