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Porto Alegre, domingo, 18 de Novembro de 2018

  • 08/07/2018
  • 14:54
  • Atualização: 15:00

Desembargador federal que mandou soltar Lula trabalhou em governos petistas

Nos governos do ex-presidente, Rogério Favreto esteve em quatro ministérios diferentes

Fraveto estava de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região desde sexta-feira  | Foto: Sylvio Sirangelo / TRF4 / Flickr / Divulgação / CP

Fraveto estava de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região desde sexta-feira | Foto: Sylvio Sirangelo / TRF4 / Flickr / Divulgação / CP

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  • AE

O desembargador federal Rogério Favreto, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, trabalhou no primeiro governo do petista ao lado de ex-ministro José Dirceu e com a presidente cassada Dilma Rousseff na época em que ela era ministra da Casa Civil. Fraveto estava de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região desde sexta-feira.

Ele acolheu pedido de três deputados do PT, Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), suspendendo a execução provisória da pena até que a condenação em segundo grau contra o ex-presidente transite em julgado. Antes de ser desembargador, ocupou cargos em gestões petistas, inclusive na era Lula e na gestão de Tarso Genro (PT) à frente da Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo de 1996, coordenou a assessoria jurídica do Gabinete do Prefeito.

Nos governos Lula, esteve em quatro ministérios diferentes. Primeiro, foi para a Casa Civil em 2005, onde trabalhou na Subchefia para Assuntos Jurídicos sob a chefia de José Dirceu e, depois, de Dilma Rousseff. Nos anos seguintes, foi chefe da consultoria jurídica do Ministério do Desenvolvimento Social, cujo titular era o também petista Patrus Ananias.  Depois, passou pela Secretária de Relações Institucionais e pelo Ministério da Justiça, nos anos em que Tarso comandava as pastas.

Revogação

No início da tarde deste domingo, o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, revogou o habeas corpus concedido pelo desembargador a Lula. Gebran Neto tomou a decisão após decisões conflitantes entre o desembargador e o juiz federal Sérgio Moro.