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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

  • 10/08/2018
  • 22:07
  • Atualização: 22:34

Câmara de Não-Me-Toque cassa mandato do prefeito

Armando Carlos Roos é acusado de improbidade administrativa e de assédio sexual contra servidoras

Armando Carlos Roos é acusado de improbidade administrativa e de assédio sexual contra servidoras | Foto: Reprodução CP

Armando Carlos Roos é acusado de improbidade administrativa e de assédio sexual contra servidoras | Foto: Reprodução CP

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A Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque cassou, nesta sexta-feira, o mandato do prefeito Armando Carlos Roos. Todos os seis parlamentares presentes decidiram pela cassação. A sessão durou 15 horas para análise do caso de improbidade administrativa e das acusações de assédio sexual contra servidoras.

No final da tarde, o julgamento foi novamente suspenso para votar a continuidade ou não do mesmo. Com seis votos a favor e três contrários, a presidente confirmou o prosseguimento. Diante da decisão, o prefeito, seu procurador Dr. Luiz Paulo Morais Malaquias e os vereadores Paulo Rodrigues, Charles Manolo de Morais e Cláudio Trentin se retiraram. Por fim, foi aberto o voto, com seis votos favoráveis e três abstenções.

De acordo com a denúncia, o chefe do Executivo teria se aproveitado do cargo para constranger pelo menos duas servidoras a fim de obter favores sexuais. Os crimes teriam ocorrido no primeiro semestre do ano passado. Em um dos casos, ele teria rebaixado uma servidora de cargo por ela não ter aceitado um pedido sexual de Roos.

O fato seguinte surgiu com a divulgação de um vídeo, no qual uma mulher grava conversa com Roos. Ela trabalhou na prefeitura em cargo comissionado e, de acordo com a denúncia, em troca da vaga, o prefeito teria solicitado “favores sexuais”. Após as acusações, o prefeito afirmou, em nota oficial, que “uma suposta vítima utilizou-se da confiança do mesmo para gravar o referido vídeo, e somente um ano depois veio a público divulgá-lo, após a sua exoneração".

O texto da decisão revela que duas servidoras que denunciaram o assédio sofreram retaliações, como transferência de posto, perda de gratificações e, uma delas, a exoneração. Elas também se queixam de ameaças e perseguições.