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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

  • 14/11/2018
  • 13:47
  • Atualização: 16:25

Após declaração de Bolsonaro, Cuba anuncia saída do programa Mais Médicos

Mais de 11 mil médicos cubanos atuam no Brasil

Programa Mais Médicos conta com 11 mil cubanos | Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS

Programa Mais Médicos conta com 11 mil cubanos | Foto: Karina Zambrana /ASCOM/MS

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  • Correio do Povo e AFP

Cuba rechaçou nesta quarta-feira as modificações do programa Mais Médicos, anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e suspendeu a participação de seus profissionais. Com a decisão, mais de 11 mil médicos devem deixar o Brasil e retornar para o país de origem.

"O Ministério de Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", diz o texto. 

O retorno dos médicos foi solicitado após Bolsonaro questionar a preparação dos especialistas."Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam serviços atualmente em 67 países", declarou o governo.

Em diferentes ocasiões durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro anunciou que suspenderia esse programa com a Opas e Cuba e que seu governo contrataria individualmente médicos que desejassem permanecer no Brasil. "As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acertadas desde o início do Programa", diz o texto oficial cubano, acrescentando que "não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos". O comunicado considera que as declarações de Bolsonaro têm "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos".

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ajuda a enfrentar o problema da má distrubição de médicos pelo país e para aprimorar a Atenção Básica no Brasil, principalmente nas regiões mais carentes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 63 milhões de pessoas foram atendidas em 73% dos municípios brasileiros nos primeiros dois anos do programa.