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  • 23/12/2017
  • 22:59
  • Atualização: 23:38

Familiares e amigos homenageiam legado de Sperotto em velório

Vice-presidente Gedeão Pereira exaltou "mão forte" do dirigente no crescimento do agronegócio do Brasil

Vice-presidente Gedeão Pereira exaltou

Vice-presidente Gedeão Pereira exaltou "mão forte" do dirigente no crescimento do agronegócio do Brasil | Foto: Bernardo Bercht / Especial CP

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Amigos, familiares e personalidades da política, comunicação e setor rural foram se despedir do presidente da Farsul, Carlos Sperotto, na noite deste sábado. O velório na sede da Federação da Agricultura foi marcado pela emoção, mas também pelo legado do dirigente. "É muito difícil substituir uma grande pessoa", definiu o vice-presidente, Gedeão Silveira Pereira, agora com a responsabilidade de conduzir a principal representação do agronegócio gaúcho. A homenagem final ao dirigente, antes do sepultamento, está marcada para as 11h30min deste domingo.

"Ele dedicou sua vida à defesa do produtor gaúcho e do Brasil, pois é uma figura nacional e até da América do Sul", reforçou Gedeão, antes de creditar muito da força da agropecuária do Rio Grande do Sul a Sperotto. "O setor por si só é grandioso, no cenário nacional e no gaúcho. Isso tem uma mão muito forte de Carlos Sperotto. Essa é a bandeira que ele desbravou", frisou o dirigente. "Ele sempre soube estar sintonizado com o crescimento e a evolução do agronegócio. Indo contra grandes dificuldades e trazendo soluções", afirmou Gedeão, antes de apontar para a placa com a última contribuição material do presidente para a Farsul: a reforma da sede da federação, entregue em maio deste ano.

É um legado que, para o vice, exigirá muito de todos na Farsul para conduzir. "Eu dizia para ele: 'tenho pena de quem vier atrás de ti'. Por enquanto me cabe essa tarefa", reconheceu. "Temos muito trabalho pela frente em mais um ano de mandato e vamos nos dedicar a essa bandeira."

Gedeão também salientou a dedicação de Sperotto mesmo durante o tratamento da doença para garantir a continuidade dos trabalhos da Farsul. "Ele teve a preocupação em sair deste mundo, mas deixar as pessoas ligadas ao processo prontas, tentando buscar soluções", ponderou. "Nunca tomei qualquer decisão na ausência dele, então pela primeira vez teremos essa questão definitiva. Isso é coisa da vida, infelizmente, mas o que vale mais, o que é permanente é a Farsul. Nós somos passageiros."

O secretário da agricultura do RS, Ernani Polo, exaltou o progresso do setor ao homenagear Sperotto. "A agricultura passou por grandes transformações, saindo de uma produção tradicional para um momento de alta tecnologia, que resultou em aumento de produtividade com sustentabilidade, onde o agronegócio gaúcho e nacional elevou seu patamar", definiu.