Correio do Povo | Notícias | Agrishow abre com discursos de medidas para garantir crescimento do agronegócio

Porto Alegre

14ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 22 de Maio de 2018

  • 30/04/2018
  • 15:48
  • Atualização: 17:32

Agrishow abre com discursos de medidas para garantir crescimento do agronegócio

Feira em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, traz 800 expositores de máquinas, equipamentos e tecnologia

  • Comentários
  • Nereida Vergara

Sem a presença do presidente Michel Temer - que cancelou a participação na manhã de domingo - e do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, foi aberta às 10h desta segunda-feira, a 25ª Agrishow, em Ribeirão Preto, São Paulo. A tônica dos discursos foi a necessidade de o governo buscar medidas que garantam ao agronegócio a possibilidade de crescer. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, representando o governo federal, chamou a atenção para a importância de a sociedade se engajar na consolidação de reformas estruturais, como a trabalhista, já feita e a da Previdência, parada temporariamente. De acordo com Guardia, o Brasil vive uma situação econômica complexa e "não há remédio fácil para problema difícil", pontuou. Ele reconheceu que as demandas do setor agropecuário, como redução de juros, simplificação da carga tributária e segurança jurídica são urgentes, mas pediu para isso o apoio às medidas que vem sendo tomadas desde o início do governo Temer.

A deputada Tereza Cristina, presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), lembrou que o agro brasileiro tem desafios enormes em 2018, entre eles a mudança na lei que disciplina o licenciamento ambiental. "Precisamos mudar a burocracia que cerca a interação entre ambiente e atividade agropecuária, a bancada ruralista trabalha para isso e para o produtor ter voz. As minorias precisam ter voz, mas a lei deve beneficiar a todos", destacou. Tereza Cristina também frisou que o produtor rural precisa de previsibilidade para fazer os negócios andarem e que cabe ao governo dar garantias econômicas e políticas neste sentido.

Para o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, João Marchesan, entre as medidas governamentais que devem vir está a desoneração dos investimentos. "O Brasil é um dos país que mais taxa o investimento. Isto tem de mudar, para que se possa crescer e voltar a contratar. Só assim vamos conseguir alterar a situação do país que hoje tem mais 13 milhões de dempregados", salientou.

A Agrishow, que se estende até sexta-feira, dia 4, traz neste 800 expositores de máquinas, equipamentos e soluções em tecnologia. O foco da 25ª edição é o avanço da conectividade, para que as inovações crescentes possam chegar ao homem do campo com uma melhor rede de comunicação digital. Cento e cinquenta mil visitantes e delegações de 70 países são esperados no evento que projeta um crescimento nas vendas na casa dos 8%. Em 2016, a feira fechou R$ 1,95 bilhão em negócios, no ano passado em R$ 2,2 bilhões. Em 2018 projeta-se que ultrapassará os R$ 2,3 bilhão. Marchesan acrescentou que os 25 anos da Agrishow em 2018 são a prova que se deve acreditar no país. "Temos de focar na abundância e não na escassez", aconselhou.

O público do primeiro dia da Agrishow, que visitou o estandes para conhecer os lançamentos e as condições de financiamento das empresas, enfrentou intenso calor. O sol e o céu quase sem nuvens elevaram a temperatura acima dos 30 graus desde o final da manhã até o entardecer. Um dos espaços mais visitados foi o Memória do Campo, onde estão expostos tratores que lavraram os campos do país desde a década de 50. A coleção de veículos, de origem norte-americana e italiana, além de nacional, tem exemplares com potência entre 25 e 110 cavalos, movidos à gasolina, diesel e etanol.


TAGS » Rural, Agricultura