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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 17/07/2018
  • 14:51
  • Atualização: 15:00

Valor bruto de produção agropecuária deve cair 1,91% em 2018

Segundo estimativa do Ministério da Agricultura, montante deve ficar em R$ 562 bilhões

Montante representa queda de 1,91% em relação aos R$ 573,4 bilhões obtidos em 2017 | Foto: Alina Souza / CP memória

Montante representa queda de 1,91% em relação aos R$ 573,4 bilhões obtidos em 2017 | Foto: Alina Souza / CP memória

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  • AE

O Ministério da Agricultura revisou a estimativa para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2018, a R$ 562,4 bilhões. O montante representa queda de 1,91% em relação aos R$ 573,4 bilhões obtidos em 2017, mas é 1,88% maior que os R$ 552 bilhões estimados no último levantamento, divulgado em junho.

Em nota, a pasta destacou que, do total, o segmento agrícola representará R$ 383,3 bilhões (-0,29% ante 2017) e a pecuária, outros R$ 179,1 bilhões (-5,21%). "Os preços agrícolas, que estão menores do que no ano passado, junto ao decréscimo de produção para alguns setores, são as causas ligadas a esse desempenho", avalia José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

Segundo ele, a pecuária vem atravessando um período difícil, de preços domésticos e internacionais em queda, e isso reflete-se nos resultados do VBP. No segmento agrícola, produtos como cana-de-açúcar, milho e mandioca, que representam 22% do VBP, têm registrado menor contribuição em relação ao ano passado. Especificamente nos casos da cana e da mandioca, isso se deve a preços menores que estão sendo praticados no mercado.

"Quanto ao milho, os valores estão em média acima dos de 2017, mas a forte redução de produção forçou para baixo seu VBP", justifica a pasta.

Quanto aos produtos que alavancaram a revisão para o VBP total, em relação à estimativa anterior, destaca-se o algodão, soja, café, tomate e trigo, que respondem por 37% do faturamento de 2018. Quando comparados ao desempenho de 2017, os acréscimos obtidos são no algodão, 38,7%; soja, 9,5%; tomate, 25,2%, trigo, 63,4%; café, 9,2%. Os três primeiros vem apresentando aumentos de preço e de produção.